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Como jovens australianos driblam bloqueio em redes sociais usando celulares dos pais e idade falsa
Já faz um mês desde a nova regra na Austrália que impede menores de 16 anos de usarem redes sociais. A lei, que começou no dia 10 de dezembro do ano passado, tem como objetivo cuidar da saúde mental e bem-estar dos jovens do país.
No entanto, nem todos estão respeitando essa regra. Vários jovens têm usado truques para continuar nas redes, como usar celulares antigos dos pais e criar perfis com datas de nascimento falsas.
Um exemplo é Indi, de 14 anos, que usou um celular antigo da mãe para acessar o Snapchat e até criar um novo perfil no Instagram. Ele prefere não divulgar seu sobrenome.
Chloe McDougall, outra adolescente de 14 anos, contou que mentiu sobre sua idade e conseguiu driblar a verificação facial do aplicativo para continuar usando as redes sociais.
Alguns jovens que têm a idade certa para o uso, como Bailey Kvackaj, de 15 anos, em Melbourne, mantêm suas contas ativas normalmente, mesmo após a implementação da lei.
Uma representante do governo australiano explicou que o processo de verificação de idade ainda está sendo aperfeiçoado e que a perfeição não é esperada imediatamente.
Alguns influenciadores jovens estão optando por se mudar para outros países para continuar criando conteúdo online. É o caso de Charlotte (conhecida como Charli), que se mudou com a família para Londres antes da proibição começar.
A família Empire, conhecida por compartilhar conteúdo saudável, viu nessa mudança uma oportunidade de manter o trabalho nas redes sociais sem restrições.
Além disso, o medo da queda na receita de monetização tem levado outros criadores a considerar mudanças. Jordan Barclay, um influenciador australiano com milhões de seguidores, está pensando em se mudar para o exterior para continuar ganhando dinheiro com seus canais.
Especialistas afirmam que a nova lei pode reduzir o número de anunciantes e visualizações nas plataformas, prejudicando financeiramente muitos jovens criadores de conteúdo.
As redes sociais estão ajustando suas políticas para cumprir a lei, que prevê multas de até 50 milhões de dólares australianos para empresas que não colaborarem ou desrespeitarem as normas.

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