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A paz voltou: como a rotina dos brasileiros na Austrália mudou após o bloqueio das redes sociais

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Um mês após a proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos na Austrália, mães brasileiras que vivem no país relatam mudanças significativas no comportamento de seus filhos. Eles têm mostrado mais interesse por atividades ao ar livre, melhoria na relação familiar e avanços no desempenho escolar.

Desde 10 de dezembro, quando a medida entrou em vigor para proteger a saúde mental dos jovens, adolescentes foram impedidos de acessar dez plataformas sociais populares no país, incluindo Facebook, Instagram, TikTok, X e YouTube.

Maria Heneghan, animadora de festas de 52 anos que promove a cultura brasileira na Austrália e mora em Gold Coast há 12 anos, compartilha sua experiência. Mãe de Zavhinia Mary, 10 anos, e Michael Gabriel, 12, ela comenta as transformações na vida dos filhos:

“A tranquilidade voltou para nossa casa”, revela.

Antes da restrição, as crianças usavam TikTok e jogos online. Após a proibição, inicialmente ficaram desapontadas, mas aos poucos se adaptaram e hoje aproveitam uma infância mais saudável.

“Elas brincam mais ao ar livre, socializam com os amigos, praticam vôlei, futebol, capoeira, tocam violino e estão mais animadas e cheias de energia”, explica Maria.

A convivência familiar também melhorou: conversam mais, interagem com os animais de estimação, saem para pescar e mostram maior interesse pela escola. Segundo a mãe, eles dormem melhor, acordam com mais disposição e as notas melhoraram.

Embora continuem usando a internet, a utilizam com novos propósitos, como estudos, jogos educativos e aprendizado do português.

Outra mãe brasileira, a cabeleireira Vera Lúcia Moreira, 50 anos, residente em Central Coast, região próxima a Sydney, enfrenta um cenário semelhante com sua filha Theodora Alexandra, 9 anos.

Vera Lúcia declara que a adaptação foi desafiadora porque a filha era bastante dependente das redes sociais:

“Ela adorava fazer vídeos e postar fotos, maquiagens, comidas e passeios. Questionava por que apenas na Austrália essa proibição existia.”

As duas primeiras semanas foram as mais complicadas, principalmente porque Theodora ficou muito apegada ao celular durante os dois anos que passou no Brasil enquanto a mãe estava na Austrália. Ao chegar ao país, com dificuldades no idioma, o apego aumentou.

Vera Lúcia sentiu alívio com a nova lei, percebendo melhorias no inglês da filha e maior dedicação à leitura. Hoje, Theodora brinca como uma criança da idade dela: pula corda, joga amarelinha, esconde-esconde, anda de patinete e descobre outras formas de diversão.

Ela percebeu que o celular não é tudo na vida e está aproveitando melhor sua infância.

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