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Netanyahu quer que Israel seja independente da ajuda militar dos EUA em 10 anos
Binyamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel, declarou que seu país pretende deixar de depender da assistência militar dos Estados Unidos dentro de dez anos. A declaração foi dada em uma entrevista à revista The Economist, publicada na sexta-feira, 9.
Os EUA aprovaram a venda de equipamentos militares no valor de dezenas de milhões de dólares para apoiar Israel em sua luta contra o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza, mantendo uma parceria forte em defesa há muitos anos.
Netanyahu afirmou à The Economist que, durante sua reunião com o então presidente Donald Trump, expressou gratidão pela ajuda militar ao longo dos anos.
Ele acrescentou que Israel atingiu um nível de desenvolvimento significativo, com capacidades militares avançadas, e que sua economia estará próxima de um trilhão de dólares em cerca de uma década. Por isso, deseja começar a diminuir gradualmente a assistência militar americana.
Atualmente, Israel recebe cerca de 3,8 bilhões de dólares (mais de 20 bilhões de reais) anualmente dos EUA para compra de armamentos, conforme um acordo iniciado em 2019 e válido até 2028.
Desde a fundação do país em 1948, Israel acumulou mais de 300 bilhões de dólares em ajuda militar e econômica dos Estados Unidos, de acordo com o Council on Foreign Relations, corrigidos pela inflação.
Em maio, quando as relações com Trump estavam tensas, Netanyahu sugeriu que Israel teria que se acostumar a reduzir a dependência da ajuda militar americana, sem dar muitos detalhes.
Em setembro, em um discurso que gerou controvérsia, o primeiro-ministro ressaltou que Israel estava se tornando mais isolado e que deveria seguir uma estratégia similar à de “super-Esparta”.
Depois das críticas recebidas, ele explicou que estava falando sobre o setor de defesa e enfatizou a importância do país se tornar mais autossuficiente para evitar possíveis problemas no fornecimento de equipamentos.

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