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Lula nomeia ministro interino e PT disputa vaga em nova pasta de Segurança
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva designou nesta sexta-feira, 9 de junho, Manoel Carlos de Almeida Neto, secretário executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, para atuar como ministro interino da pasta. A exoneração a pedido de Ricardo Lewandowski e a nomeação temporária de Manoel Carlos foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União.
Esta ação indica que o presidente pode levar algum tempo para escolher o substituto definitivo de Lewandowski. Lula planeja separar o ministério, criando um departamento exclusivo para a área de segurança, embora ainda avalie as condições para implementar essa divisão.
A saída de Lewandowski e a intenção de dividir as funções da Justiça e da Segurança Pública provocaram uma disputa interna no PT, com concorrência por dois cargos.
O atual diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius Carvalho, estão na disputa pela posição na nova pasta de Segurança, ainda em processo de criação. O PT também tem outros nomes considerados, incluindo a deputada Delegada Adriana Accorsi e o secretário de Segurança do Piauí, Francisco Lucas Veloso.
Manoel Carlos é apoiado por Ricardo Lewandowski para continuar à frente da Justiça temporariamente. Também entra no páreo o advogado-geral da Petrobras, Wellington Cesar Lima e Silva.
Este cargo temporário pode funcionar como uma forma do presidente Lula realizar acordos políticos, especialmente porque cerca de 20 dos 38 ministros deixarão seus cargos até o início de abril para concorrer nas eleições de outubro. O PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, é um dos que pode ser contemplado nessa reorganização.
O senador Rodrigo Pacheco, que deve sair do PSD, foi mencionado para o Ministério da Justiça, mas tem recusado uma indicação de consolo. Ex-presidente do Senado, ele desejava uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), mas Lula escolheu o advogado-geral da União, Jorge Messias.
A nomeação de Messias desagradou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defendia Pacheco para o Supremo. Lula ainda pode nomear Pacheco como candidato ao governo de Minas Gerais, embora ainda não haja consenso. O senador poderá migrar para o PSB ou MDB após deixar o PSD.
Jorge Messias precisará passar por sabatina no Senado após o recesso parlamentar. O Planalto acredita que a resistência a seu nome diminuiu após uma conversa entre Lula e Davi Alcolumbre realizada antes do Natal.

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