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Empresário americano vende companhia e dá bônus alto a funcionários

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Graham Walker, um empresário nos Estados Unidos, comercializou sua empresa com a condição de destinar 15% do valor da venda para os 540 colaboradores. No total, os trabalhadores receberão US$ 240 milhões em bônus — isso resulta em cerca de US$ 443 mil para cada um, mesmo sem serem acionistas, conforme o Wall Street Journal.

A Fibrebond, empresa fabricante de invólucros para equipamentos elétricos, foi fundada por Walker e sua família. No começo de 2025, ele aceitou vender o negócio para a Eaton, uma corporação do segmento de gestão energética, pelo valor de US$ 1,7 bilhão.

Porém, impôs uma condição fundamental: uma parte significativa da quantia obtida na venda deveria ser destinada para reconhecer e recompensar os colaboradores que permaneceram na empresa durante os períodos difíceis.

De acordo com o Wall Street Journal, os bônus começaram a ser distribuídos em junho do ano passado. Os US$ 240 milhões serão pagos gradualmente ao longo de cinco anos, com a exigência de que os empregados continuem na empresa durante esse tempo.

Cada funcionário deve receber, em média, US$ 443 mil. Entretanto, aqueles com maior tempo de trabalho podem ser beneficiados com valores superiores, segundo a reportagem.

Os pagamentos foram entregues em envelopes contendo instruções detalhadas sobre o prêmio. O Wall Street Journal relatou reações diversas: surpresa, incredulidade e até silêncio por parte dos funcionários.

Alguns utilizaram o dinheiro para quitar dívidas, adquirir veículos, custear a educação dos filhos ou planejar a aposentadoria. Walker mencionou ao jornal que alguns gastaram todo o valor em um único dia, ressaltando que a decisão sobre o uso do bônus é exclusivamente dos colaboradores.

Lesia Key, de 51 anos, que trabalha há 29 anos na Fibrebond, ficou emocionada ao ler a carta do bônus. Ela usou a quantia para quitar seu financiamento imobiliário e abrir uma loja de roupas em uma cidade próxima.

Hong Blackwell, de 67 anos, decidiu se aposentar imediatamente. A exigência de permanência por cinco anos não se aplicava a funcionários com mais de 65 anos, o que permitiu que ela aposentasse sem perder o benefício.

A Fibrebond enfrentou diversos desafios ao longo dos anos. Fundada em 1982, a companhia produzia estruturas para equipamentos telefônicos e elétricos instalados em ferrovias. Em 1998, um incêndio destruiu a fábrica e paralisou a produção por meses, mas a família manteve os salários, fortalecendo a confiança dos empregados.

Nos anos 2000, a empresa passou por dificuldades com a crise da bolha da internet, reduzindo drasticamente o número de clientes e empregados. Na metade daquela década, Graham Walker e seu irmão assumiram o controle, focando na redução de dívidas e na diversificação dos negócios, com resultados variados.

Em 2013, a divisão Fibrebond Power foi criada, voltada para a fabricação de estruturas industriais avançadas, afastando-se do setor de telecomunicações.

A Fibrebond fez um investimento significativo de US$ 150 milhões para ampliar sua produção para data centers, o que se mostrou lucrativo com o crescimento da computação em nuvem durante a pandemia. O interesse em inteligência artificial e terminais de gás natural liquefeito também impulsionou sua expansão.

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