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ex-secretária de estado dos eua não comparece ao congresso no caso epstein

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Hillary Clinton, ex-secretária de estado dos Estados Unidos, não compareceu nesta quarta-feira (14) à comissão do Congresso que tentava ouvi-la sobre a investigação do criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, um dia após seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, também não comparecer. A ausência do casal expõe-os a possíveis acusações de desrespeito ao Congresso.

A comissão queria questionar Hillary Clinton sobre as ligações de pessoas próximas ao financista, que foi encontrado morto por enforcamento em sua cela de prisão em Nova York, em 2019, antes do seu julgamento por crimes sexuais.

James Comer, presidente da comissão e membro do partido republicano, declarou que iniciará um processo contra os Clintons por obstrução do Congresso. Se aprovado, o Departamento de Justiça poderá tomar providências legais.

Em carta divulgada na terça-feira (13), o casal informou sua decisão de não participar das audiências, alegando que as intimações eram legalmente inválidas. Eles também criticaram a investigação conduzida por Comer, afirmando que o foco é atacar adversários políticos ao invés de buscar a verdade.

“Tentamos fornecer as informações que temos porque os crimes de Epstein foram terríveis”, mencionaram.

Epstein, uma figura influente na alta sociedade nova-iorquina, enfrentava acusações de explorar sexualmente mais de mil jovens, algumas menores de idade.

A morte de Epstein na prisão gerou várias teorias conspiratórias, apoiadas por aliados de Trump, sugerindo que ele teria sido assassinado para proteger pessoas influentes.

Durante sua campanha em 2024, Trump prometeu divulgar revelações impactantes sobre Epstein. Contudo, desde seu retorno ao poder, tem hesitado em liberar os documentos da investigação, provocando críticas sobre falta de transparência de seus apoiadores.

Bill Clinton, que viajou diversas vezes no jato particular de Epstein e possui várias fotos com ele, afirmou em 2019 que não mantém contato com o empresário há mais de dez anos e que desconhecia seus crimes.

No final de dezembro, o governo Trump começou a liberar milhares de documentos relacionados à investigação de Epstein, conforme lei aprovada pelo Congresso em novembro. Entretanto, o Departamento de Justiça revelou que menos de 1% dos documentos foi divulgado até agora.

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