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Novo ministro da Justiça: trajetória de promotor e assessor de Lula

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Wellington Cesar Lima e Silva foi nomeado o novo ministro da Justiça, sendo visto como uma figura de confiança do presidente Lula. Inicialmente, serviu como secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil até agosto de 2024, quando passou a ocupar o cargo de advogado-geral da Petrobras.

Natural da Bahia, Lima e Silva atuou como promotor no Ministério Público da Bahia (MP-BA) e chegou a ser procurador-geral do estado em 2010, nomeado pelo então governador Jaques Wagner. Apesar de ter ficado em último lugar na lista tríplice para o cargo, foi reconduzido em 2012 para um segundo mandato e serviu ainda como procurador-geral adjunto.

Durante sua gestão no Ministério Público da Bahia, focou principalmente em combater o crime organizado. É mestre em Direito Penal pela Universidade Cândido Mendes e chegou a cursar doutorado em Direito Penal e Criminologia na Universidade Pablo Olavide, na Espanha, embora não tenha apresentado a tese.

Passagem curta como ministro da Justiça

Lima e Silva já havia sido nomeado ministro da Justiça em março de 2016 pela presidente Dilma Rousseff, por indicação do ministro-chefe da Casa Civil na época, Jacques Wagner. Isso ocorreu em meio ao processo de impeachment de Dilma, quando o então ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, deixou o cargo para defender a presidente no Supremo Tribunal Federal.

Seu mandato durou apenas nove dias, pois foi suspenso após ação do PPS (atual Cidadania), que contestou a nomeação alegando que o procurador do Ministério Público da Bahia não poderia acumular esse cargo com a função de ministro. O STF decidiu por maioria que não seria possível acumular cargos e deu 20 dias para que Lima e Silva deixasse o ministério. Optou por manter-se no Ministério Público da Bahia, abandonando assim o ministério.

Em janeiro de 2023, aposentou-se do Ministério Público da Bahia e assumiu a secretaria de Assuntos Jurídicos da Presidência, onde era responsável pela elaboração de decretos, portarias e leis, trabalhando diretamente com o presidente Lula. Essa proximidade lhe rendeu muita confiança do chefe do Executivo.

Em agosto de 2024, deixou a secretaria para assumir o cargo de advogado-geral da Petrobras.

O novo ministro também tem boa relação com o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa. Seu nome chegou a ser cogitado para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal, que ficou aberta após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso em outubro de 2024, mas o presidente escolheu o advogado-geral da União, Jorge Messias.

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