Brasil
Deputado investigado tem apartamento em prédio de luxo com famosos
Deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), que é alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira, possui um apartamento em uma das áreas mais valorizadas de Salvador.
O mandado fez parte das ações da Operação Overclean no Edifício Mansão Windberger, situado no Corredor da Vitória, bairro conhecido por ter um dos metros quadrados mais caros da capital baiana, segundo levantamento do portal g1.
Este prédio de alto padrão conta com um píer exclusivo, local para ancorar embarcações, estacionamento para motos aquáticas e até um teleférico que conecta o edifício ao mar, proporcionando uma vista privilegiada para a Baía de Todos-os-Santos. Com área de até 993 m², o valor do apartamento pode ultrapassar R$ 55 milhões.
Dentre os moradores do Mansão Windberger estão personalidades conhecidas como o cantor Bell Marques e o jogador de futebol do Bahia, Everton Ribeiro.
A operação desta semana investiga possíveis casos de desvios em emendas parlamentares e lavagem de dinheiro. Em comunicado, o deputado enfatizou que sua atuação sempre se restringiu à apresentação de emendas para garantir recursos federais a municípios da Bahia, negando envolvimento em transações relacionadas à execução desses recursos. Ele afirmou que nunca indicou empresas e não possui função de gestor dos gastos.
Investigações em andamento
De acordo com a Polícia Federal, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão na Bahia e no Distrito Federal, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Também foram bloqueados R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas implicadas. A operação conta com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal.
As investigações apontam que o grupo suspeito teria movimentado aproximadamente R$ 1,4 bilhão por meio de contratos fraudulentos e superfaturamento em obras. O processo iniciou por suspeitas sobre emendas destinadas ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e evoluiu para apurar supostos pagamentos ilegais e tráfico de influência para liberar contratos públicos.
Entre os investigados está o empresário José Marcos de Moura, apelidado de ‘Rei do Lixo’, identificado como operador e articulador político do esquema.

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