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Visita do ministro da defesa da Colômbia aos EUA para discutir combate às drogas
O ministro da Defesa da Colômbia está em viagem aos Estados Unidos nesta terça-feira (13) e quarta-feira, com o objetivo de fortalecer a cooperação na luta contra as drogas ilícitas. Essa visita ocorre em um momento importante, quando os governos de ambos os países buscam melhorar as relações após um ano de desentendimentos, conforme divulgado pelo Executivo colombiano.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e o presidente americano, Donald Trump, suavizaram o tom nas conversas durante uma ligação telefônica recente, alguns dias depois de uma tentativa militar americana de destituir o venezuelano Nicolás Maduro.
Esta viagem do ministro serve como preparação para o encontro de Petro com Trump, marcado para o início de fevereiro, ocasião em que ambos se encontrarão pela primeira vez pessoalmente.
Pedro Sánchez, titular da Defesa, permanecerá em Washington até quarta-feira, conforme informou um funcionário à AFP.
Durante sua estadia, Sánchez terá reuniões com autoridades do Departamento de Defesa, senadores e conselheiros da Casa Branca para planejar uma estratégia conjunta para eliminar o tráfico de drogas e ampliar a colaboração em inteligência para combater o crime organizado internacionalmente, segundo comunicado oficial do ministério.
No ano anterior, os Estados Unidos revogaram o visto do presidente Petro e retiraram a certificação da Colômbia como aliada no combate às drogas, refletindo o momento de maior tensão entre os países.
No entanto, após uma conversa inesperada entre os dois presidentes, que durou cerca de uma hora e aconteceu na última quarta-feira, Petro passou de alvo das críticas de Trump a parceiro na proposição de ações militares conjuntas para enfrentar grupos guerrilheiros e facilitar uma transição pacífica na Venezuela.
Antes aliado do governo chavista, Petro condenou a prisão de Maduro em 3 de janeiro e foi uma das primeiras autoridades a criticar os bombardeios realizados em Caracas antes da detenção.
Trump respondeu a Petro sugerindo que ele deveria cuidar de sua própria segurança e mencionou a possibilidade de realizar uma operação similar em território colombiano.
O presidente republicano questionava Petro por supostamente não tomar medidas suficientes para combater o tráfico de drogas na Colômbia, o maior produtor de cocaína destinada aos Estados Unidos.

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