Economia
PF diz que prazo dado por ministro dificultou ação contra Banco Master
Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF), respondeu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, explicando que a operação contra o Banco Master nesta quarta-feira enfrentou atrasos devido a questões operacionais.
O diretor explicou que foi necessário atualizar os endereços de alguns alvos da ação, o que demandou diligências adicionais para garantir o sucesso da operação.
Andrei também ressaltou que o elevado poder financeiro dos investigados facilita que eles se desloquem tanto pelo Brasil quanto para o exterior, e alertou que impedir a análise do material apreendido pode comprometer o andamento das investigações.
Na mesma data, o ministro Toffoli criticou a suposta demora e falta de esforço da PF, após o descumprimento do prazo de 24 horas que ele havia definido para cumprimento das medidas cautelares autorizadas.
O diretor da PF justificou que alguns alvos estavam em movimento, o que exigiu mais tempo para execução das diligências, e afirmou que essas limitações já haviam sido comunicadas diretamente ao ministro por meio de encontros e mensagens.
Toffoli havia determinado que os bens e dispositivos apreendidos fossem lacrados e mantidos sob custódia na sede do STF, mas a decisão foi revista depois de manifestação do procurador-geral da República.
Na resposta enviada ao ministro, Andrei afirmou que tal determinação poderia prejudicar as investigações, especialmente no caso dos aparelhos celulares, que podem conter sistemas automáticos de criptografia, bloqueio remoto ou destruição dos dados.

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