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Estudo mostra que maioria teme ação militar dos EUA no Brasil

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Uma pesquisa realizada pelo instituto Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira, dia 15, indica que 58% dos participantes sentem preocupação de que os Estados Unidos possam realizar uma ação militar no Brasil semelhante àquela que ocorreu na Venezuela, que resultou na deposição do líder Nicolás Maduro. Em contrapartida, 40% dos entrevistados não demonstraram esse receio, enquanto 2% não souberam responder.

De acordo com o levantamento, 46% aprovaram a operação americana de 3 de janeiro, na qual Maduro e sua esposa, Cília Flores, foram capturados para enfrentar acusações de narcoterrorismo nos Estados Unidos. Por outro lado, 39% desaprovaram tal ação, e 15% permaneceram indecisos ou não responderam.

Meio a meio, 50% dos entrevistados consideram justificável a invasão de um país com a finalidade de prender um ditador, enquanto 41% discordam dessa ideia e 9% não responderam.

Sobre os motivos da operação autorizada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, 31% acreditam que o foco foi combater o narcotráfico, 23% pensam que o intuito foi restaurar a democracia na Venezuela, e 21% acham que o objetivo principal era controlar as reservas de petróleo do país. Uma parcela menor, de 4%, acredita que a ação visou diminuir a influência chinesa na região.

Quando o assunto é a posição do Brasil frente à crise venezuelana, 66% defendem que o país mantenha neutralidade, 18% desejam que o governo apoie as ações militares americanas, 10% concordam com a postura de oposição atual adotada pelo Planalto, e 6% não souberam responder.

Em relação ao posicionamento do ex-presidente Lula, 51% consideram que ele errou ao condenar a operação militar dos EUA, enquanto 37% apoiam a atitude tomada por ele. Outros 12% não souberam opinar.

A pesquisa também avaliou o possível impacto dessa situação na eleição presidencial que ocorrerá em outubro. Para 71%, a forma como Lula está lidando com a crise não influencia sua escolha eleitoral, 17% afirmam que isso os leva a preferir a oposição, e 5% não souberam responder.

O levantamento foi feito com 2.004 brasileiros em 120 municípios entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, com índice de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00835/2026.

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