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Economia

BC ordena fechamento da Reag por suspeita de fraudes no Banco Master

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O Banco Central determinou nesta quinta-feira o fechamento extrajudicial da Reag. A instituição está vinculada ao empresário João Carlos Mansur, que foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, desencadeada pela Polícia Federal, que investiga um esquema de fraudes financeiras com envolvimento do Banco Master.

A operação da PF investiga a ação de um grupo suspeito de utilizar instituições financeiras para movimentar recursos relacionados ao setor de combustíveis e a organizações criminosas, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo os investigadores, essas estruturas financeiras teriam sido usadas para ocultar e lavar dinheiro oriundo de atividades ilícitas.

João Carlos Mansur foi um dos focos da nova etapa da investigação, realizada na quarta-feira. O inquérito concentra-se principalmente nas irregularidades praticadas no Banco Master, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central em novembro do ano anterior.

A decisão do Banco Central foi oficializada por meio de um ato assinado pelo presidente da autarquia, Gabriel Galípolo. O documento destaca o comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, além de violar normas importantes que regulam as instituições do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

“A decretação do encerramento das atividades foi motivada por violações graves às normas que regem as instituições do SFN”, declarou o Banco Central em nota.

O Banco Central indicou como liquidante Antonio Pereira de Souza, da APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo Ltda., conferindo-lhe amplos poderes para administrar e conduzir o processo de encerramento da instituição. Conforme a legislação, os bens dos controladores e ex-administradores serão bloqueados durante o processo de liquidação.

O Banco Central afirmou que continuará a adotar “todas as medidas necessárias para apurar responsabilidades”, o que pode levar à aplicação de sanções administrativas e ao encaminhamento de informações para outras autoridades competentes, conforme previsto na lei.

Com a ordem de fechamento extrajudicial, os bens dos controladores e ex-administradores da instituição ficam bloqueados, o que busca garantir recursos para possível compensação de credores.

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