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Economia

Joesley conversa com líder da Venezuela sobre investimentos em petróleo

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O empresário Joesley Batista, proprietário da processadora de carnes JBS, encontrou-se na última sexta-feira com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, conforme divulgado pela agência Reuters. Antes e após essa reunião em Washington, ele também manteve contato com autoridades americanas.

Fontes indicam que Joesley informou ao governo dos Estados Unidos que Delcy demonstrou interesse em permitir investimentos estrangeiros nos setores de petróleo e gás da Venezuela.

Antes da intervenção militar americana na Venezuela, que resultou na captura do então presidente Nicolás Maduro, Joesley já atuava como intermediário informal em uma tentativa de persuadir Maduro a renunciar pacificamente e exilar-se na Turquia, segundo reportagem do jornal The Washington Post.

A empresa de energia da família Batista, Fluxus, que consolidou ativos na Bolívia e Argentina após sua compra em 2023, está explorando possibilidades de negócios na Venezuela, conforme informado por fonte à Reuters.

Tanto a Fluxus quanto a holding da família Batista, J&F, preferiram não comentar a situação.

A entrada da família Batista no setor energético integra uma estratégia maior de diversificação empresarial, após consolidar a JBS como líder mundial no setor de carnes, com presença forte nos EUA, incluindo a aquisição da Pilgrim’s Pride em 2009.

Joesley mantém boas relações políticas com o presidente americano Donald Trump, tendo realizado uma doação de 5 milhões de dólares para a cerimônia de posse do mandatário. Em setembro do ano passado, ele contribuiu para a melhora das relações comerciais entre EUA e Brasil, mediando negociações relacionadas a tarifas impostas por Trump aos produtos brasileiros.

Além disso, Joesley mantém contatos próximos com o governo venezuelano e tem colaborado com os EUA em novas negociações na América do Sul.

Fortes laços com Caracas

O relacionamento com a Venezuela se intensificou quando a JBS forneceu grandes quantidades de alimentos ao país durante a crise de escassez em 2015 e 2016. Estima-se que a empresa tenha vendido aproximadamente 1,2 bilhão de dólares em alimentos, seguindo um acordo especial com o governo venezuelano.

Nesse período, o preço do petróleo caiu drasticamente de 100 para 40 dólares por barril, e a escassez de dólares para importações agravou a situação econômica da Venezuela. A JBS foi vista como um importante suporte para o país durante essa crise.

Atualmente, o grupo J&F busca expandir suas operações para além do setor alimentício, explorando outras áreas de negócios na Venezuela.

Embora companhias petrolíferas americanas de grande porte estejam receosas em retornar rapidamente ao mercado venezuelano, devido ao histórico de nacionalizações no setor, empresas regionais menores mostram interesse em acessar as maiores reservas de petróleo comprovadas no mundo. A Fluxus é uma dessas empresas que estão de olho nessa oportunidade.

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