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Fed quer cortar juros se inflação cair e diz mercado de trabalho está forte
Austan Goolsbee, presidente do Federal Reserve (Fed) de Chicago, afirmou que não observa fraqueza no mercado de trabalho dos Estados Unidos e que possíveis cortes nas taxas de juros dependem de avanços no controle da inflação.
Em entrevista à CNBC, Goolsbee mencionou não estar surpreso com a baixa nos pedidos de auxílio-desemprego, que atingiram 198 mil, número inferior às expectativas do mercado.
Ele destacou que o mercado de trabalho permanece resiliente e o crescimento econômico americano é positivo, com indicadores indicando estabilidade. Para o dirigente, o foco principal do Fed é reduzir a inflação para a meta de 2%.
Goolsbee avalia que a política monetária pode ser mais flexível caso os dados confirmem a tendência esperada. Ele explicou que os juros podem cair se os indicadores econômicos apresentarem melhora, prevendo cortes ainda este ano, desde que os dados apoiem essa decisão.
O presidente do Fed também observou que os recentes números da inflação sugerem uma possível redução no impacto das tarifas, embora a inflação nos serviços ainda precise ser controlada. Ele reforçou que o crescimento dos EUA continua sólido.
Goolsbee comentou sobre a importância da autonomia do banco central, alertando que ameaças à independência do Fed podem causar aumento da inflação. Segundo ele, o país caminha para atingir a meta de inflação de 2%, mas interferências na autoridade monetária podem comprometer esse progresso.
Por fim, Goolsbee enfatizou que o Fed deve cumprir seu duplo mandato de forma independente, sem se preocupar em agradar ao presidente.

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