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Economia

Tanure é apontado como sócio oculto do Banco Master

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A Polícia Federal e o Ministério Público Federal de São Paulo continuam avançando nas investigações que ligam o empresário Nelson Tanure ao Banco Master, comandado por Daniel Vorcaro.

Recentemente, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na segunda fase da Operação Compliance Zero, que visa apurar suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

As autoridades federais indicam que Tanure atua como sócio oculto da instituição financeira, influenciando através de fundos e estruturas societárias complexas.

Essa informação consta na decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a operação que teve Tanure e representantes do Master e da Reag como alvos. A Reag é uma gestora de recursos desativada pelo Banco Central recentemente.

A defesa de Tanure nega qualquer relação societária com o Banco Master, ressaltando sua longa carreira no mercado financeiro sem envolvimento em processos criminais relacionados às empresas das quais participa.

Um relatório da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mostrou uma atuação vinculada entre Nelson Tanure e o Banco Master para elevar artificialmente o valor das ações da Ambipar, empresa de serviços ambientais sob recuperação judicial.

Segundo a análise da CVM, houve uma série de operações coordenadas entre fundos ligados a Tanure e o banco, impactando significativamente a estrutura acionária e a cotação da Ambipar no mercado.

O fundo Phoenix FIP, gerido pelo grupo Master, contou com investimentos substanciais e venceu o leilão de privatização da Empresa Metropolitana de Águas e Energia de São Paulo (Emae), consolidando a interligação entre os envolvidos.

Em paralelo, ações da Ambipar foram adquiridas vigorosamente pelos fundos relacionados, fazendo o preço subir de R$ 13 para R$ 97,35 em pouco mais de um mês.

A CVM destacou que as aquisições foram suspeitas devido à ligação entre os cotistas desses fundos e o Banco Master e Nelson Tanure, revelando uma estrutura complexa e interligada.

Essas ações valorizadas foram usadas como garantia para a compra da estatal paulista, enquanto a procuradoria apontou que as movimentações simultâneas no mercado colaboraram para a elevação artificial do preço das ações, que dispararam mais de 700%.

Além disso, um fundo exclusivo da Ambipar teve suas cotas transferidas a um preço muito abaixo do mercado, beneficiando o Banco Master com ganhos financeiros e melhorando seus índices contábeis.

O Ministério Público Federal esclareceu que o banco teve papel ativo na manipulação dos preços das ações, utilizando as operações fraudulentas para inflar seu patrimônio.

Essa investigação foi levada ao Supremo Tribunal Federal após decisão do ministro Dias Toffoli e envolve um deputado com foro privilegiado.

Os procuradores afirmam que, depois de alcançar picos elevados, as ações da Ambipar caíram drasticamente, causando prejuízos reais aos investidores e evidenciando a manipulação dos valores e das finanças do Banco Master.

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