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Michelle critica transferência de Bolsonaro à Papudinha
A Michelle Bolsonaro reagiu publicamente à decisão de transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro para o Centro de Detenção Provisória do Complexo da Papuda, localizado no Distrito Federal. Ela expressou forte discordância e voltou a defender que o marido fique em prisão domiciliar.
Em uma mensagem publicada em suas redes sociais, Michelle afirmou que o ex-presidente “não cometeu nenhum crime”, negou a existência de tentativa de golpe e ressaltou que ele “nunca deveria ter sido condenado”.
“Meu marido não fez nada errado. Não houve golpe algum. A condenação dele foi injusta desde o começo!”, declarou Michelle em um texto acompanhado por um vídeo em seu perfil, referindo-se às várias investigações e ações judiciais que envolvem Bolsonaro. Ela também frisou o aspecto pessoal e familiar da situação, compartilhando a dor que sente pelo marido e pela filha, e afirmou que está firme no apoio a ele.
Michelle Bolsonaro ainda reforçou a ideia apoiada por aliados que a transferência à Papuda seria uma etapa para permitir a prisão domiciliar. “O lugar do meu marido é em casa, onde ele deveria estar sendo cuidado por nossa família, e não onde está agora”, completou.
Essa declaração acontece em um momento no qual parlamentares e líderes bolsonaristas buscam medidas para melhorar as condições de encarceramento do ex-presidente, que estava sob supervisão da Polícia Federal. Nos bastidores, aliados atribuem a pressão pela mudança à Michelle e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, avaliando que a ida para a Papuda já representa uma condição melhor, mesmo que ainda não seja o ideal.
A publicação de Michelle foi acompanhada por uma mensagem religiosa citando um versículo bíblico, buscando conectar-se ao público evangélico, base de apoio importante para ela desde o avanço das decisões desfavoráveis a Bolsonaro.
Essa posição pública soma-se a um discurso crescente do entorno mais próximo do ex-presidente, que tenta caracterizar o episódio como uma perseguição política e judicial. Essa movimentação impacta diretamente o cenário político da direita para as eleições de 2026, pois Michelle é vista como peça chave na reorganização do bolsonarismo e no esforço para manter a influência do grupo frente às dificuldades jurídicas enfrentadas por Bolsonaro.

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