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UE orienta companhias aéreas a evitarem espaço aéreo iraniano
A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (AESA) recomendou nesta sexta-feira (16) que as companhias aéreas evitem sobrevoar o espaço aéreo do Irã devido ao risco potencial de bombardeios e ao aumento do estado de alerta das forças armadas do país.
Em um comunicado, a AESA orienta as empresas aéreas a não operarem em nenhuma altitude sobre o território iraniano.
A recomendação destaca a conjuntura atual, com a possibilidade de intervenção militar dos Estados Unidos, que motivou o reforço do alerta das defesas aéreas do Irã.
AESA alerta que a presença e o possível uso de múltiplos armamentos e sistemas antiaéreos, somados a respostas inesperadas do governo iraniano e à ativação potencial de sistemas SAM (mísseis terra-ar), representam um perigo significativo para os voos civis.
Desde dezembro, manifestações motivadas pelo aumento do custo de vida no Irã deram origem a um movimento de protesto contra o regime vigente, considerado um dos maiores desde a fundação da República Islâmica em 1979.
Até o momento, pelo menos 3.428 manifestantes perderam a vida, segundo dados recentes da ONG Iran Human Rights (IHR), baseada na Noruega, que também contabiliza mais de 10 mil prisões.
Os Estados Unidos haviam condicionado uma possível intervenção militar à suspensão das execuções dos manifestantes detidos, um cenário que levou os aliados da região do Golfo a advertirem sobre os riscos de uma escalada.
Mais recentemente, os EUA suavizaram suas ameaças, embora mantenham todas as opções em consideração.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agradeceu ao governo iraniano por ter cancelado as execuções originalmente planejadas para os manifestantes, após ter ameaçado Teerã com consequências severas caso a repressão continuasse.

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