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Lula destaca acordo UE-Mercosul como avanço histórico
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou neste sábado uma nota comemorando o progresso do Acordo de Associação entre o Mercosul e a União Europeia.
Segundo o Poder Executivo, o acordo é um marco importante para as relações entre os dois blocos econômicos.
Lula foi o único líder do Mercosul que não esteve presente na cerimônia de assinatura do acordo, realizada em Assunção, no Paraguai, sendo representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Em nota, o governo brasileiro ressaltou: “A assinatura do Acordo de Parceria MERCOSUL-União Europeia, realizada hoje (17/1) em Assunção, é um evento histórico para os laços entre os dois blocos. Após mais de 26 anos de negociações, o acordo criará uma zona de livre comércio que reunirá cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 22 trilhões.”
O documento foi assinado pelos ministérios das Relações Exteriores, Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e Agricultura e Pecuária.
“O Acordo MERCOSUL-União Europeia reflete o empenho do governo do presidente Lula em ampliar e diversificar mercados, promovendo emprego, renda e desenvolvimento para o país”, acrescenta o texto.
No dia anterior, Lula recebeu a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro, em um encontro simbólico que antecipou politicamente o fechamento do acordo e reforçou o papel de destaque do Brasil nas negociações.
O presidente qualificou o processo como o resultado de “mais de 25 anos de esforço e tentativas” e ressaltou a importância do tratado.
A União Europeia continua sendo, em 2025, o segundo maior parceiro comercial do Brasil, respondendo por 14,3% das exportações brasileiras e 17,9% das importações, conforme dados do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri).
A implementação do acordo será gradual. A parte comercial poderá entrar em vigor provisoriamente após aprovação pelo Parlamento Europeu e decisão do Conselho da União Europeia.
No Mercosul, a vigência dependerá da aprovação dos parlamentos nacionais dos países membros.
O componente político do acordo, que inclui temas como democracia, multilateralismo e cooperação institucional, precisará ser analisado pelos legislativos dos 27 países da União Europeia.

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