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Raul Jungmann recebe homenagens de políticos de diferentes partidos

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Com uma trajetória política que ultrapassa cinco décadas, Raul Jungmann, que faleceu no último domingo (18), ocupou uma variedade de cargos, desde vereador até deputado, além de ter servido como ministro nos governos de Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer.

Devido à sua significativa experiência no cenário político, a notícia de seu falecimento, causado por câncer no pâncreas, repercutiu fortemente entre amigos e membros de diferentes correntes políticas.

O ex-presidente Michel Temer, que trabalhou com Jungmann quando este foi ministro da Defesa e da Segurança Pública, manifestou-se em nota: “Um brasileiro que dedicou sua vida ao serviço do país. Em cada função que assumiu, deixou sua marca. Seja como ministro da Reforma Agrária, da Defesa e da Segurança Pública ou como destacado parlamentar. Sua partida deixa tristeza na esfera cívica e saudades no campo pessoal. Descanse em paz, Raul!”

Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar no governo Lula, compartilhou nas redes sociais: “Raul Jungmann teve uma longa caminhada na política brasileira, desde a luta pelas Diretas Já, passando pelo PCB e sendo um dos fundadores do PPS. Atuou como deputado federal e ministro do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário nos governos de FHC, além de exercer os cargos de Defesa e Segurança Pública no governo Temer. Sempre que sua saúde permitiu, participou generosamente do conselho de ex-ministros do Desenvolvimento Agrário criado por mim como espaço de reflexão e consulta. Manifesto meus agradecimentos e sentimentos à família e amigos de Raul Jungmann.”

Gilmar Mendes, ministro do STF, dedicou um texto ponderado a Jungmann em suas redes sociais: “A perda de Raul Jungmann me afeta profundamente. Perco um amigo querido cuja presença sempre trouxe confiança e serenidade. Nossa amizade foi construída com diálogo aberto e a convicção compartilhada de que a democracia requer coragem e compromisso constante com a Constituição. Raul foi um homem público exemplar, dotado de rara integridade e forte compromisso republicano. Em posições chaves no Estado brasileiro, principalmente como ministro no governo de Fernando Henrique, integrou um verdadeiro dream team empenhado na estabilização institucional, nas reformas estruturais e na consolidação da ordem constitucional iniciada em 1988. O Brasil perde um grande líder; eu, um amigo. Transmito minha solidariedade à família e a todos que tiveram o privilégio de conviver com Raul.”

Também o ministro do STF, Alexandre de Moraes, declarou em nota: “Raul Jungmann foi um grande democrata e exemplo de homem público, que desempenhou diversos cargos sempre com competência, lealdade e eficiência, como pude testemunhar durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro, quando trabalhamos juntos na coordenação da inteligência e segurança do evento.”

Randolfe Rodrigues, senador e líder governista no Congresso Nacional, afirmou: “Perdemos Raul Jungmann, um dos homens públicos mais capazes e íntegros com quem já convivi. A política brasileira sofre a perda de um líder comprometido com o diálogo, da firmeza e da dedicação ao bem público. Seu legado, exemplo e saudade permanecem entre os que acreditam na política com integridade.”

O governador do Rio Grande do Sul, Marcelo Leite, também prestou condolências: “Lamento profundamente a morte de Raul Jungmann, aos 73 anos, homem público de notória trajetória e compromisso com o Brasil. Atuou com seriedade e espírito republicano em vários momentos da vida nacional, deixando uma contribuição relevante ao serviço público.”

O Cidadania, último partido de Jungmann, divulgou uma nota oficial de seu presidente, Roberto Freire, manifestando pesar e homenageando sua carreira: “O Cidadania recebe com profundo pesar a notícia do falecimento de Raul Jungmann, ex-ministro e homem público de reconhecida trajetória.

Raul militou desde jovem no PCB e integrou o PPS, partido que deu origem ao Cidadania, fazendo parte da história desta agremiação. Ele construiu uma vida pública dedicada ao Brasil, atuando sempre com seriedade, diálogo e compromisso democrático tanto no Legislativo quanto no Executivo, guiado pelo interesse coletivo.

Mesmo após sua saída formal do partido, manteve uma relação próxima e atuou como parceiro presente nas discussões políticas, especialmente em eventos focados na segurança pública, área na qual era referência.

Sua ausência representa uma perda significativa humana e política. Permanece seu legado de coerência, serviço público e compromisso democrático.

O Cidadania expressa sua solidariedade à família, amigos e companheiros, com respeito e gratidão pelo que Raul Jungmann representou.”

Roberto Freire
Presidente Nacional do Cidadania

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