Centro-Oeste
PCDF investiga mortes na UTI do Hospital Anchieta
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) iniciou uma investigação sobre três mortes suspeitas ocorridas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta no final do ano passado.
A Operação Anúbis, nomeada em referência ao deus egípcio ligado à morte, foi desencadeada para esclarecer os fatos e encontrar os responsáveis. Até o momento, duas pessoas foram presas temporariamente e três mandados de busca foram cumpridos em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas (GO).
Na segunda fase da operação, realizada recentemente, um mandado de prisão temporária foi cumprido e dispositivos eletrônicos foram apreendidos em Ceilândia e Samambaia.
A investigação começou após uma apuração interna feita pelo próprio Hospital Anchieta, que comunicou as autoridades sobre as suspeitas. Essa apuração apontou o possível envolvimento de ex-técnicos de enfermagem que já não trabalham mais na instituição.
Há suspeitas de que receitas médicas foram alteradas pelos investigados, embora o hospital não tenha confirmado essa informação. O hospital declarou que criou um comitê interno para analisar o caso de forma rigorosa e rápida, concluindo a investigação interna em menos de 20 dias.
O hospital também afirmou que está oferecendo apoio e esclarecimentos às famílias dos pacientes envolvidos. O processo tramita em segredo de justiça para proteger a investigação e as pessoas envolvidas.
Em nota oficial, o Hospital Anchieta reforçou seu compromisso com a segurança dos pacientes e transparência, além de colaborar totalmente com as autoridades. A instituição se colocou como vítima das ações atribuídas a ex-funcionários e expressou solidariedade às famílias das vítimas.

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