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Quem foi Raul Jungmann, ex-ministro que lutou contra câncer
Raul Jungmann, ex-ministro, faleceu no sábado, dia 18, aos 73 anos, vítima de câncer de pâncreas. Ele estava internado no Hospital DF Star, em Brasília, e enfrentava a doença há vários anos.
Segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), onde Jungmann atuava como diretor-presidente, o velório será reservado a familiares e amigos próximos, conforme seu desejo.
Jungmann nasceu em Recife (PE), em 3 de abril de 1952. Em 1976, iniciou o curso de Psicologia na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), porém não chegou a concluir a graduação.
Durante o regime militar, ele foi ativo no Partido Comunista Brasileiro (PCB), ainda em clandestinidade. Na década de 1970, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), oposição ao regime, e nos anos 1980 participou do movimento Diretas Já.
Nos anos 1990, Jungmann foi um dos fundadores do Partido Popular Socialista (PPS), partido onde permaneceu por mais de 20 anos. Em 2019, o PPS mudou seu nome para Cidadania.
A atuação política do pernambucano contemplou vários cargos públicos. O primeiro foi secretário de Planejamento de Pernambuco entre 1990 e 1991. Também presidiu o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de 1995 a 1996 e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) entre 1996 e 1999.
Como ministro, Jungmann participou dos governos de Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer. Sob FHC, assumiu a pasta de ministro extraordinário de Política Fundiária em 1996, que em 1999 passou a ser Ministério do Desenvolvimento Agrário, permanecendo até 2002.
Mais tarde, foi nomeado ministro da Defesa por Temer em 2016 e, em 2018, tornou-se o primeiro e único titular do recém-criado Ministério da Segurança Pública, que foi incorporado ao Ministério da Justiça no início do governo Bolsonaro.
Ao longo da carreira, Jungmann também atuou como deputado federal por três mandatos: de 2003 a 2006 pelo PMDB, de 2007 a 2010 pelo PPS e de 2015 a 2018 novamente pelo PPS. Desde 2022, liderava o Ibram.
No ano anterior, integrou um grupo de nove ex-ministros da Justiça que emitiram um manifesto em defesa do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus magistrados, que foram alvo de sanções do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incluindo o cancelamento de vistos americanos.

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