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Polícia investiga 20 mortes no Hospital Anchieta

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) vai investigar cerca de 20 atestados de óbito após a morte de três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga. Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento nos casos.

Segundo a PCDF, a investigação abrangerá um período de um ano e buscará identificar mortes com características semelhantes às dos três casos confirmados, especialmente mortes repentinas ocorridas após a aplicação de substâncias potencialmente perigosas.

O caso

As apurações começaram após o Hospital Anchieta informar à polícia, no dia antes do Natal, sobre possíveis homicídios na UTI. A suspeita surgiu durante a análise de mortes pela comissão de óbito do hospital, que tem o objetivo de melhorar os protocolos e o atendimento médico.

No dia 19 de novembro, dois pacientes internados na UTI faleceram em situações consideradas incomuns. A verificação das imagens das câmeras de segurança indicou comportamento estranho de três técnicos de enfermagem. No dia 1º de dezembro, uma terceira morte parecida foi registrada, reforçando as suspeitas.

Suspeitos e ação

A investigação indica que um técnico de enfermagem de 24 anos teria sido o principal responsável pela aplicação das substâncias nas vítimas. Ele teria usado o sistema hospitalar com login de um médico para modificar receitas, retirar medicamentos na farmácia, prepará-los e aplicá-los diretamente na veia dos pacientes. Em um caso, após o medicamento acabar, o suspeito teria injetado desinfetante mais de dez vezes em uma pessoa.

Duas técnicas de enfermagem, de 22 e 28 anos, também são investigadas por participação. Uma delas teria ajudado a retirar o medicamento e ambas estavam presentes durante as aplicações.

Perícias do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística confirmaram que as substâncias usadas, comuns em hospitais, podem causar parada cardíaca e levar à morte quando aplicadas de forma inadequada.

Prisões

Os três suspeitos foram presos temporariamente em Brazlândia, Ceilândia e Águas Lindas dentro da Operação Anúbis, conduzida pela Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP). O caso corre em segredo de justiça, impedindo a divulgação dos nomes dos investigados.

Vítimas

As vítimas identificadas até agora são uma professora aposentada de 75 anos, um funcionário da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) de 63 anos e um jovem de 33 anos, que deixou esposa e filha de cinco anos. As informações são da PCDF.

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