Economia
FMI: Impacto das tensões comerciais entre UE e EUA ainda é incerto
Kristalina Georgieva, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou nesta segunda-feira que é precoce estimar as consequências das recentes tensões comerciais, referindo-se às tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra países europeus.
Ela explicou que várias simulações indicam que desviar o curso habitual das relações comerciais pode causar uma desaceleração econômica, e reforçou que a melhor solução é alcançar um acordo, válido para todas as regiões do mundo.
Georgieva destacou ainda a importância de monitorar os riscos associados às alterações nos investimentos em inteligência artificial (IA), um setor que tem mostrado bons retornos até o momento. Segundo ela, esse fluxo deve continuar, mesmo que isso signifique menos investimentos em outras áreas.
Ela mencionou que, apesar das preocupações sobre uma possível bolha da internet, semelhante à crise dos anos 90, o foco maior está nos retornos desses investimentos.
A diretora do FMI também comentou que o Fundo não mantém relações com a Venezuela desde 2019 devido à situação econômica crítica e à inflação crescente, agravadas pela falta de dados confiáveis. Ela expressou esperança em um progresso próximo para a população venezuelana, indicando prontidão do FMI para se engajar no país.
Sobre a Ucrânia, Georgieva relatou que o país segue funcional apesar do inverno rigoroso. Em sua recente visita a Kiev, criticou as ações militares russas contra a infraestrutura energética ucraniana e ressaltou a importância da segurança da Ucrânia para a estabilidade da Europa, mostrando confiança na continuidade das reformas no país.

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