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Renan Calheiros afirma que Motta e Lira pressionaram o TCU pelo banco Master

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Renan Calheiros, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, declarou nesta segunda-feira (19) que possui informações indicando que Hugo Motta, presidente da Câmara, e o ex-presidente da Casa, Arthur Lira, teriam pressionado membros do Tribunal de Contas da União (TCU) para anular a liquidação do banco Master. O senador não detalhou como essa influência teria ocorrido.

“Recebi informações de que o atual presidente da Câmara dos Deputados e seu predecessor pressionaram, e continuam pressionando, um setor do TCU para que retirem a liquidação”, declarou Renan Calheiros em entrevista à GloboNews. É importante lembrar que Renan é adversário político de Arthur Lira em Alagoas.

Ao ser questionado se se referia a Motta e Lira, o senador confirmou: “Sim, são as informações que obtive, não apenas desse processo, mas de vários outros procedimentos mantidos em sigilo pelo TCU, todos sob a mesma pressão exercida pelo presidente Hugo Motta e pelo ex-presidente da Câmara.”

Comentários sobre decisões judiciais

Renan Calheiros também expressou estranhamento em relação a algumas decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, no caso do banco Master. Segundo ele, a forma como o ministro conduziu a investigação e repassou o sigilo das apurações ao presidente do Senado foi incomum.

Críticas ao Banco Central

O senador criticou a demora da atuação do Banco Central (BC) no caso, dizendo que a instituição ficou passiva durante o processo.

“Precisamos exigir responsabilidade do diretor Galípolo e do Banco Central, e saber por que houve tanto atraso para realizar a liquidação do banco Master”, enfatizou Renan.

Formação de grupo de trabalho

Renan Calheiros anunciou a criação de um grupo de trabalho na CAE, que começará a atuar na primeira semana de fevereiro para acompanhar as investigações relacionadas ao banco Master. O grupo, inicialmente composto por sete membros e coordenado pelo próprio Renan, deverá ser ampliado com mais quatro integrantes a pedido de senadores.

O grupo definirá suas prioridades, podendo realizar audiências públicas e solicitar informações sigilosas, conforme autorizado pela Lei Complementar 105. Essa lei obriga o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a fornecer informações à comissão que exerce papel fiscalizador, mesmo que sejam confidenciais.

“Pretendemos realizar audiências públicas e requisitar todas as informações confidenciais, pois a legislação determina que essas instituições devem colaborar com a comissão fiscalizatória”, concluiu o presidente da CAE.

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