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Haddad sugere que Banco Central monitore fundos de investimento

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (19) que propôs ao governo que o Banco Central assuma a fiscalização dos fundos de investimento no Brasil, função atualmente exercida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

“Apresentei uma sugestão, que está sendo avaliada no Executivo, para expandir o alcance regulatório do Banco Central. Existem muitas atividades que deveriam estar sob a responsabilidade do Banco Central, mas hoje estão com a CVM, na minha visão, de forma equivocada”, declarou ele em entrevista ao programa UOL News.

Para o ministro, essa alteração é necessária porque “há uma grande conexão entre os fundos e o setor financeiro”, o que pode afetar as contas públicas.

“Isso impacta até a contabilidade pública, como por exemplo contas remuneradas e operações compromissadas, todas relacionadas à contabilidade pública”, acrescentou, destacando que essa supervisão pelo Banco Central já é prática em outros países desenvolvidos.

“Acredito que neste momento a ampliação do poder fiscalizador do Banco Central sobre os fundos seria uma medida muito eficaz, já que assim a supervisão ficaria centralizada, semelhante ao que ocorre com bancos centrais em países desenvolvidos.”

Investigações recentes da Polícia Federal indicam que alguns fundos de investimento podem estar envolvidos em fraudes no país, como no caso do Banco Master e dos fundos da Reag Investimentos.

Recentemente, o Banco Central decretou a liquidação da Reag Investimentos, atualmente CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., que é suspeita de gerir fundos fraudulentos vinculados ao Banco Master. O esquema envolvia uma sequência de depósitos e saques entre vários fundos para esconder o beneficiário final dos recursos. As investigações apontam que as fraudes podem ultrapassar R$ 11 bilhões.

Durante a entrevista, o ministro elogiou o presidente atual do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmando que não se arrepende de ter indicado seu nome para o cargo. Haddad destacou que Galípolo tem demonstrado grande habilidade no enfrentamento dos problemas, incluindo o caso do Banco Master, legado de administrações anteriores.

Galípolo assumiu um problema complexo que não surgiu nesta gestão. Ele está lidando com essa situação difícil com muita responsabilidade”, afirmou o ministro. “Ele recebeu um grande desafio, mas está resolvendo com muita competência”, concluiu.

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