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Economia

BC liquida Will Bank com R$ 6,5 bi em CDBs: entenda o que vai acontecer

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A liquidação extrajudicial do Will Bank, determinada nesta quarta-feira pelo Banco Central (BC), marca o encerramento das operações do banco digital e pode gerar dúvidas entre os clientes sobre o futuro das suas contas, investimentos e cartões de crédito. A instituição, controlada pelo grupo Master, foi retirada do Sistema Financeiro Nacional (SFN) após o regulador constatar que sua situação financeira era insolúvel.

Com a resolução, as atividades do banco são suspensas imediatamente. Serviços como Pix, transferências e saques deixam de estar disponíveis, e o acesso aos recursos passa a depender do processo de liquidação conduzido pelo Banco Central e da atuação do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que garante o reembolso parcial dos valores dos clientes.

O Will Bank possuía bilhões em depósitos, principalmente em Certificados de Depósito Bancário (CDBs). Dados do Banco Central de setembro de 2025 revelam que a instituição tinha R$ 6,508 bilhões a pagar nessas aplicações.

Em novembro de 2025, o banco digital foi mantido após a liquidação do Banco Master, na expectativa de uma venda que assegurasse sua continuidade. Porém, esse cenário não se concretizou após o não cumprimento das obrigações no sistema da Mastercard, que resultou no bloqueio das transações com cartões e acelerou a decisão do BC pela liquidação.

O que acontece agora

Para quem tinha dinheiro na conta ou investido em CDBs

Os valores em conta digital ou aplicados em CDBs do Will Bank são garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos, até o limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira.

Com a liquidação, os recursos ficam temporariamente indisponíveis. O reembolso será efetuado pelo FGC assim que o liquidante apresentar a lista de credores. O cliente deve realizar cadastro no aplicativo oficial do FGC, confirmar seus dados e informar uma conta bancária em outra instituição para o recebimento. Após essa fase, o pagamento costuma ocorrer em poucos dias úteis após a liberação pelo fundo.

Para quem possuía cartão de crédito

Os cartões do Will Bank deixam de funcionar para compras presenciais e online, pois a instituição perdeu acesso ao sistema de pagamentos da Mastercard.

Já as compras realizadas antes da liquidação permanecem válidas e devem ser pagas normalmente para evitar juros ou restrições de crédito. Com possível instabilidade do aplicativo do banco, boletos e instruções para pagamento podem ser enviados por e-mail ou disponibilizados pelo responsável pela liquidação.

Serviços bloqueados imediatamente

  • Pix, transferências e TEDs
  • Saques em caixas eletrônicos
  • Novas compras com cartão
  • Movimentações pelo aplicativo

O acesso ao aplicativo pode ficar disponível apenas para consulta de informações, sem possibilidade de movimentação financeira.

Cuidados recomendados

Clientes devem estar atentos a possíveis golpes. Nem o FGC nem o Banco Central solicitam senhas, códigos ou pagamentos adiantados para liberar recursos. Todo o processo de reembolso ocorre exclusivamente pelos canais oficiais do fundo.

Também é importante guardar comprovantes de saldo, extratos e contratos de investimento, que podem ser úteis durante o processo de liquidação.

A liquidação do Will Bank é parte dos desdobramentos do caso Master, que já provocou várias intervenções do Banco Central e o maior acionamento da história do Fundo Garantidor de Créditos.

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