Economia
Will Bank entra em liquidação: sexto caso ligado ao Banco Master
A decisão de liquidar o Will Bank, anunciada nesta quarta-feira (21) pelo Banco Central (BC), é a sexta medida tomada em relação ao escândalo envolvendo o Banco Master, um dos eventos mais sérios do sistema financeiro brasileiro nos últimos tempos.
Desde novembro de 2025, o BC vem realizando uma série de intervenções para desmantelar gradualmente o conjunto de empresas associadas ao grupo Master, devido a problemas financeiros, suspeitas de fraudes contábeis e falhas operacionais graves.
O processo começou no coração do grupo, com a liquidação das principais entidades do Master, e se estendeu para empresas vinculadas e controladas. A tentativa de salvar o Will Bank, que funcionava como o banco digital do grupo, foi inviabilizada após o banco não cumprir seus compromissos no sistema da Mastercard, fato que fez o BC validar que a situação era insustentável.
Cronologia das liquidações relacionadas ao Banco Master
- Núcleo do grupo — 18 de novembro de 2025
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial das principais instituições do grupo, encontrando situação crítica de liquidez e evidências de irregularidades:
- Banco Master S/A (instituição principal)
- Banco Master de Investimento S/A
- Banco Letsbank S/A (agora chamado BlueBank)
- Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários
- Área de investimentos — 15 de janeiro de 2026
A CBSF DTVM (antiga Reag Investimentos) foi liquidada por seu envolvimento direto nas alegações de fraude, incluindo a gestão de fundos que supostamente inflaram artificialmente o patrimônio do grupo.
- Desfecho final — 21 de janeiro de 2026
A Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento (Will Bank) foi encerrada após a tentativa de venda fracassar e após o banco ter descumprido os pagamentos combinados com a Mastercard, levando seu bloqueio no sistema de cartões.
Consequências para os investidores
Com essas liquidações, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi acionado para indenizar os investidores que têm produtos cobertos, como CDBs, LCIs e LCAs, até o limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição, respeitando o teto máximo de R$ 1 milhão. Este caso do Banco Master gerou o maior acionamento já feito pelo fundo, com aproximadamente R$ 41 bilhões reservados para esses pagamentos.

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