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Lindbergh processa Flávio Bolsonaro por vídeo manipulado sobre Lula

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Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara, entrou com representações contra o senador Flávio Bolsonaro na Advocacia-Geral da União (AGU), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Supremo Tribunal Federal (STF).

O motivo é o compartilhamento por Flávio de um vídeo em que responde a uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na gravação, o presidente critica a ideia de que “pobre não precisa estudar”, mas o trecho foi tirado do contexto para atacá-lo.

Lindbergh qualificou a publicação como “acusação criminosa sem base factual” e acionou a Justiça por desinformação, abuso da liberdade de expressão e propaganda política antecipada negativa.

“Essa atitude ultrapassa o direito à liberdade de expressão e caracteriza manipulação intencional de conteúdo audiovisual, típica fake news, com grande potencial de causar danos institucionais e eleitorais”, escreveu o deputado.

Lindbergh destacou que o processo eleitoral ocorre continuamente e a disseminação de falsidades pode influenciar a opinião pública durante o ano. Apesar do vídeo ter sido removido por Flávio, o parlamentar afirma que isso não elimina o ilícito, pois o conteúdo continua circulando em vários perfis, causando efeitos permanentes.

Contexto do discurso

Lula defendeu a educação e criticou o fato de a primeira universidade no Brasil ter sido criada apenas no século XX, enquanto em outros países essas instituições existem há muito mais tempo.

Ele questionou: “O Brasil foi descoberto em 1500. A República Dominicana foi descoberta em 1498, por Colombo. Trinta e dois anos depois, a República Dominicana já tinha universidade. Aqui, demorou 420 anos para criar a primeira universidade. Por que será isso?”

Lula explicou a razão: “Porque pobre não precisa estudar. Vocês nasceram só para trabalhar. Será que ninguém percebe isso? Pobre não nasceu para estudar, nasceu para trabalhar, para cortar cana, construir prédios”.

O presidente também criticou a ideia de que só os ricos têm direito à educação de qualidade, dizendo que “ninguém quer ser apenas pedreiro, queremos também ser engenheiros, doutores, médicos, professores”.

A parte que viralizou nas redes sociais mostra apenas o trecho em que Lula menciona a ideia de que “pobre não precisa estudar”, e foi usada por diversos políticos de direita, incluindo Flávio Bolsonaro, que fez um vídeo reagindo ao suposto comentário do presidente.

Flávio Bolsonaro disse: “Lula, você não está bem da cabeça. O pobre vai fazer o que quiser, quer que o filho dele prospere”. E ainda acrescentou: “Você empobreceu o Brasil. Disse que, quando as pessoas se tornam mais inteligentes, elas deixam de votar no PT. É isso que vai acontecer”.

Acusações contra outros políticos

Recentemente, no início do mês, Lindbergh também acionou a Justiça contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) por outro post envolvendo Lula. Após a prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos, Nikolas compartilhou uma montagem do presidente sendo detido, alegando ser apenas um meme.

Mesmo assim, Lindbergh defende que ele, assim como Flávio Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, responda criminalmente por “normalizar intervenção militar estrangeira no Brasil”.

Lindbergh afirmou em vídeo nas redes sociais: “Esse Nikolas Ferreira precisa ser preso, comete crime após crime. Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro fazem o mesmo. Eles incentivam abertamente uma intervenção armada dos Estados Unidos contra o Brasil”.

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