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Mais de 300 jornalistas presos pelo mundo em 2025, diz comitê

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Ao final de 2025, estavam detidos 330 jornalistas pelo mundo devido ao exercício da profissão, conforme declarou o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) nesta quarta-feira (21).

Este é o quinto ano consecutivo em que o número ultrapassa 300, conforme levantamento desta organização dedicada à defesa da liberdade de imprensa.

A China liderava com 50 profissionais encarcerados em 1º de dezembro, seguida por Mianmar com 30 e Israel, que manteve 29 repórteres palestinos detidos, segundo o relatório anual do CPJ.

Logo após, aparecem a Rússia com 27 jornalistas, incluindo cinco ucranianos; Belarus com 25 e Azerbaijão com 24.

A região asiática foi a que registrou a maior quantidade de jornalistas presos em 2025, totalizando 110 indivíduos, seguida por Europa e Ásia Central (96), Oriente Médio e Norte da África (76), África (42) e Américas (6).

O baixo número reportado nas Américas esconde uma crescente repressão política dirigida a repórteres que investigam corrupção.

Na Venezuela, três jornalistas estavam encarcerados em 1º de dezembro, mas ao menos dois foram libertados após a captura do presidente Nicolás Maduro pelas forças americanas em 3 de janeiro.

Na Guatemala, José Rubén Zamora, ganhador do Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa do CPJ em 1995, permanecia preso arbitrariamente.

Nos Estados Unidos, o jornalista salvadorenho Mario Guevara foi detido em junho após cobrir protesto contra o então presidente Donald Trump, mas acabou deportado antes da data do levantamento do CPJ em 1º de dezembro.

O total registrado em 2025 é o terceiro maior desde que o CPJ iniciou seu censo em 1992, ficando atrás apenas do recorde de 384 jornalistas presos em 2024.

Segundo o CPJ, estes números elevados refletem o crescimento do autoritarismo e dos conflitos armados globalmente.

A entidade, sediada em Nova York, revelou que quase metade dos jornalistas não havia sido condenada por quaisquer crimes. Entre os que foram sentenciados, mais de um terço cumpria penas superiores a cinco anos de prisão.

Quase um terço dos detidos sofreu maus-tratos, com 20% denunciando tortura ou agressões físicas. Desde 1992, o Irã apresenta o maior número de casos de tortura e espancamentos, seguido por Israel e Egito.

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