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Acidente de trem em Adamuz na Espanha deixa mais de 40 mortos

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As razões por trás da colisão entre dois trens de alta velocidade em Adamuz, localizada na região espanhola da Andaluzia, que vitimou pelo menos 43 pessoas no domingo (18), permanecem desconhecidas.

Número de vítimas

O número oficial de mortos ainda é provisório. Equipamentos pesados continuam no local tentando resgatar possíveis vítimas que ainda possam estar presas. Até o momento, 43 corpos foram encontrados, com o último resgate na manhã de quarta-feira (21). Das vítimas, 41 foram identificadas por exames de DNA. Com 45 desaparecidos registrados, há possibilidade de que ainda existam dois corpos não localizados.

O que aconteceu?

No domingo, às 19h45 no horário local, os três últimos vagões de um trem com destino a Madri e operado pela empresa privada Iryo descarrilaram, invadindo a via paralela onde transitava um trem da Renfe, a principal companhia ferroviária nacional da Espanha.

Os dois trens de alta velocidade, que viajavam a velocidades superiores a 200 km/h, tinham juntos mais de 500 passageiros a bordo.

A investigação

Diversas hipóteses estão sendo analisadas para entender o acidente.

Uma possibilidade levantada é a ruptura de um segmento dos trilhos, embora ainda não se saiba se a ausência desse pedaço da ferrovia foi a causa do descarrilamento do trem da Iryo ou uma consequência dele, conforme afirmou o ministro dos Transportes, Óscar Puente.

Na quarta-feira, Puente confirmou que as rodas dos cinco primeiros carros do trem Iryo mostravam marcas do tamanho de uma moeda grande, que podem ter surgido ao passarem pela fissura na via.

Alguns trens que passaram pouco antes do Iryo apresentaram marcas semelhantes, mas outros trens que passaram aproximadamente uma hora antes não tinham essas marcas, segundo o ministro.

Outro ponto observado foi a localização de um ‘bogie’ — um conjunto de rodas e eixo do trem — encontrado em um riacho próximo à ferrovia, que pode ter se soltado do trem da Iryo. O ministro dos Transportes e a Guarda Civil indicaram que este eixo foi encontrado na segunda-feira e é parte das inúmeras provas coletadas no local.

Todas as linhas de investigação estão sendo consideradas, afirmou na terça-feira o ministro do Interior, embora inicialmente tenha descartado a hipótese de sabotagem.

Comunicações com o centro de controle

O jornal El País divulgou gravações impactantes das conversas entre o centro de controle da estação de Atocha, em Madri, e os trens envolvidos.

Uma inspetora do trem da Renfe, aquele que sofreu o impacto mais forte e de onde foram resgatadas a maioria das vítimas, aparece visivelmente abalada ao dizer: “Tenho sangue na cabeça”.

Ela também expressa preocupação ao afirmar: “Não sei se vou conseguir falar com o maquinista”. O técnico da estação de Atocha, do outro lado da linha, questiona qual é a condição do trem.

O maquinista do trem Renfe acabou falecendo.

Em outra ligação, o maquinista do trem da Iryo comunica ao centro: “Olá, Atocha, acabei de sentir um impacto na região de Adamuz”.

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