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Prefeito do MA é acusado pelo MP de liderar esquema que desviou R$ 56 milhões

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O Ministério Público do Maranhão (MPMA) aponta o prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), como principal responsável por um esquema que desviou R$ 56 milhões dos cofres públicos da cidade no interior do estado.

Esse esquema envolvia a emissão e comercialização de notas fiscais falsas por empresas que supostamente venceram licitações fraudulentas. Conforme a promotoria, essas empresas recebiam entre 10% e 18% dos valores, enquanto o prefeito e seus familiares apropriaram-se de até 90% do total desviado.

As investigações revelam que parte do dinheiro foi usada para despesas pessoais da família do prefeito, incluindo o pagamento da faculdade da primeira-dama, Eva Dantas, que também está denunciada. A promotoria destaca que Eva Dantas controlava contas municipais e movimentava recursos, mesmo sem cargo público.

A defesa do prefeito, da esposa e dos demais acusados ainda não se pronunciou. A denúncia envolve 10 pessoas.

Quem é Paulo Curió

José Paulo Dantas Silva, conhecido como Paulo Curió, é empresário e prefeito de Turilândia, cumprindo seu segundo mandato consecutivo.

Ele tentou a prefeitura pela primeira vez em 2016, não sendo eleito. Em 2020 conquistou a vitória pelo PTB e foi reeleito em 2024. Nascido em São Luís, o prefeito declarou bens no valor de R$ 1 milhão, incluindo sua residência. Atua nos setores do agronegócio, construção civil e comunicação.

Paulo Curió não possui formação superior completa e é casado com Eva Dantas, também envolvida nas denúncias.

É irmão de Marcel Curió, ex-prefeito de Governador Nunes Freire, que enfrentou afastamento por ordem do Ministério Público por irregularidades na gestão pública entre 2013 e 2016.

Detalhes da denúncia

Na última segunda-feira, 19, o MPMA apresentou denúncia contra 10 pessoas envolvidas numa organização criminosa que causou prejuízo superior a R$ 56 milhões em Turilândia. O prefeito Paulo Curió é apontado como líder do esquema.

Além do prefeito, foram denunciados:

  • Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas (esposa)
  • Tânya Karla Cardoso Mendes Mendonça (vice-prefeita)
  • Janaína Soares Lima (ex-vice-prefeita)
  • Domingos Sávio Fonseca Silva (pai de Paulo Curió)
  • Marcel Everton Dantas Filho e Taily de Jesus Everton Silva Amorim (irmãos)
  • José Paulo Dantas Filho (tio)
  • Ritalice Souza Abreu Dantas e Jander Silvério Amorim Pereira (cunhados)

O grupo foi preso na Operação Tântalo II, em 22 de dezembro, pelo Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MPMA, sendo considerado o núcleo político e familiar da organização criminosa.

As apurações indicam que o esquema baseava-se na venda de notas fiscais por empresas vencedoras de licitações fraudulentas desde 2021, com prejuízo ao erário estimado em R$ 56.328.937,59.

O prefeito e familiares teriam recebido entre 82% e 90% dos recursos pagos, enquanto os empresários ficavam com 10% a 18%. Os valores foram usados para despesas pessoais, compra de imóveis e lavagem de dinheiro.

O procurador-geral de Justiça destaca que o núcleo familiar garantia a organização, confidencialidade e ocultação dos recursos ilícitos.

O MPMA requereu condenação por organização criminosa, peculato, fraude em licitação, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, além da perda dos bens adquiridos com o dinheiro desviado e o ressarcimento integral do prejuízo ao município, corrigido monetariamente com juros.

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