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Velório de mulher vítima de homicídio pelo próprio filho ocorre nesta quinta

Publicado

em

Por Larissa Barros e Caroline Purificação

Uma atmosfera de tristeza dominou o velório de Maria Elenice de Queiroz nesta quinta-feira (22), no Campo da Esperança, Asa Sul. Familiares e amigos, emocionados, se despediram da empresária de 61 anos, que morreu na terça-feira (20) em sua residência no Guará II. Segundo as autoridades, o filho dela foi o responsável pelo crime ocorrido na quadra QE 40 da área.

Na cerimônia, o amor e o carinho pela empresária foram evidentes nas homenagens feitas pelos presentes. Frases como “uma pessoa especial”, “uma mãezona” e “tenho certeza de que está em um bom lugar” mostravam o quanto Maria Elenice foi querida por todos.

A amiga Rhaynara Holanda destacou a energia positiva de Elenice. “Ela era um anjo iluminado na Terra, sempre alegre e cheia de vida. Nunca a vi reclamar ou desistir. Foi amor e cuidado para todos ao seu redor”, contou.

Rhaynara também falou sobre a dedicação de Elenice como mãe. “Ela era uma mãe maravilhosa e sempre preocupada. Fez tudo pelos filhos Vivian e Vinicius. Eles foram muito abençoados com essa mãe”, disse.

Ela ainda comentou sobre as preocupações da empresária com a saúde mental do filho. “Ela tinha medo de perder Vinicius para a depressão, mesmo assim sempre chegava cheia de amor para oferecer. Eles não tinham conflitos, mas ela se preocupava muito com o que ele enfrentava desde jovem”, lembrou. “É muito triste a forma como minha amiga se foi. Só Deus sabe o motivo. Sempre vou amá-la e sentirei muita falta.”

O jovem Vinicius de Queiroz, de 23 anos, estudante de Economia na Universidade de Brasília que havia trancado o curso, confessou o crime à avó que também estava no apartamento.

Segundo o tenente Ricardo, os policiais encontraram Vinicius sentado ao lado da avó, com roupas manchadas de sangue. Ele foi detido sem resistência e aparentava estar indiferente. Os bombeiros constataram a morte de Maria Elenice ainda no local.

Um amigo da vítima, Carlos Eduardo, falou da sensibilidade de Elenice e de como ela ajudava as pessoas a melhorar seu ânimo nos momentos difíceis. Ele recordou o apoio que recebeu durante uma doença grave na família. “Ela me dava forças para continuar lutando ao lado do meu pai”, disse.

Carlos Eduardo também falou da preocupação constante que Elenice tinha com o filho após o diagnóstico de depressão e ansiedade. “Ela fazia de tudo: consultas, terapias, medicamentos. Ele era muito reservado e passava a maior parte do tempo estudando no quarto, era a forma dele se distrair”, contou.

Maria Elenice era proprietária de um espaço da Herbalife no Guará. Na noite do crime, chegou em casa por volta das 20h30 e foi até o quarto do filho. A avó ouviu um barulho e inicialmente pensou ser dos vizinhos. Pouco depois, Vinicius se aproximou e disse que havia matado a mãe. Ele alegou à polícia ter tido um “surto”.

Em depoimento, Vinicius afirmou que desentendimentos e o tom de voz da mãe teriam provocado a agressão. Disse que agiu por impulso e que, no passado, já sentiu vontade de agir com violência, mas se continha. Relatou que costumava descontar suas frustrações em objetos ou isolando-se. Ele revelou ter até sonhado com o episódio e que não estranhou o que viu depois.

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