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Terceiro suspeito preso por incêndios no sul do Chile
A polícia do Chile informou na quinta-feira, dia 22, a prisão de um terceiro suspeito de iniciar propositalmente os incêndios florestais na região de Biobío, a área mais afetada pelo fogo que destruiu o sul do país e causou a morte de 21 pessoas.
Desde sábado, os bombeiros lutam contra as chamas em Biobío, localizada a aproximadamente 500 km ao sul de Santiago, onde ocorreu a maior parte dos óbitos.
As regiões de Ñuble e La Araucanía também foram atingidas, afetando cerca de 20 mil pessoas, segundo dados do governo.
O presidente chileno, Gabriel Boric, declarou luto oficial por dois dias a partir desta quinta-feira.
Na mesma data, as autoridades anunciaram que um homem suspeito de estar envolvido nos incêndios em Punta de Parra, cidade da região de Biobío, foi detido durante o toque de recolher.
O acusado, assim como outras três pessoas, foram flagrados colocando fogo em uma área de mata quando a polícia foi acionada pelos moradores. Evidências encontradas incluem um isqueiro, um bastão retrátil e base de cocaína, conforme comunicado da Polícia Investigativa.
Outros dois suspeitos foram presos entre segunda e quarta-feira nas regiões de Biobío e La Araucanía, sendo que um deles foi liberado posteriormente.
Atualmente, os bombeiros combatem 19 focos de incêndio ativos de acordo com o balanço mais recente do Senapred, agência estatal de gerenciamento de desastres.
Punta de Parra, com cerca de 3 mil habitantes, é cercada por florestas de eucalipto e sofreu graves danos, com poucas casas permanecendo de pé. As autoridades acreditam que os incêndios foram causados intencionalmente.
Felicia Lara, de 68 anos, que conseguiu escapar com apenas a roupa do corpo, declarou à AFP: “É pura maldade, só para causar prejuízo, não há outra explicação”.
O calor intenso do verão, típico do hemisfério sul, e os ventos fortes ajudaram na rápida propagação das chamas iniciadas no sábado.
As cidades mais impactadas são Lirquén e Penco, ambas na região de Biobío.
Em fevereiro de 2024, incêndios começaram nos arredores de Viña del Mar, a 110 km de Santiago, causando 138 mortes.
Investigações posteriores indicaram que bombeiros e brigadistas florestais provocaram os incêndios, que se espalharam rapidamente devido às altas temperaturas típicas da estação.

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