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Brasil critica destruição de sede da ONU em Jerusalém

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O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), expressou forte reprovação nesta quinta-feira (22) à destruição, ordenada por autoridades israelenses, da sede da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), situada em Jerusalém Oriental, área reconhecida como território palestino.

Itamaraty afirmou, em comunicado, que tais ações, que comprometem instalações da UNRWA em território palestino ocupado, representam uma clara infração ao direito internacional, incluindo normas humanitárias e a Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas. Essas medidas também contrariam pareceres consultivos da Corte Internacional de Justiça datados de 19 de julho de 2024, que analisam as ações de Israel nos territórios palestinos ocupados, incluindo Jerusalém Oriental, e de 22 de outubro de 2025, que detalham as obrigações de Israel perante a ONU e outros atores neste território.

A demolição teve início na terça-feira (20), em sequência à aprovação, pelo parlamento israelense no final do ano anterior, de uma lei que permitiu cortar o fornecimento de água e eletricidade ao prédio e autoriza a expropriação dos imóveis da agência da ONU.

Nas redes sociais, o comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, qualificou a destruição como um “ataque sem precedentes” contra a ONU, enfatizando que as instalações possuem proteção pelo direito internacional.

O Itamaraty destacou que, no exercício da presidência da Comissão Consultiva da UNRWA, continuará a apoiar a continuidade das atividades da agência, que presta serviços essenciais a cerca de seis milhões de refugiados palestinos na Faixa de Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Líbano e Síria.

Philippe Lazzarini também informou que as instalações da UNRWA foram alvo de atos criminosos como incêndios, inseridos em uma “campanha ampla de desinformação” promovida por Israel.

Esses ataques aconteceram apesar de uma decisão da Corte Internacional de Justiça, em outubro do ano passado, que reafirmou a obrigação de Israel de facilitar as operações no local, declarando que Israel não tem jurisdição sobre Jerusalém Oriental.

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