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Venezuela abre mercado de petróleo e EUA indicam nova chefe diplomática
A Venezuela deu um passo importante nesta quinta-feira (22) para mudar sua lei do petróleo, permitindo a entrada total de empresas privadas, uma mudança significativa em seu modelo estatal. Essa ação ocorre durante negociações com os Estados Unidos, após a força da deposição de Nicolás Maduro.
Após o rompimento das relações em 2019, Washington e Caracas avançam para uma retomada gradual dos laços. Nesta quinta-feira, os EUA nomearam uma nova chefe para sua missão diplomática na Venezuela e consideram reabrir sua embaixada no país.
Delcy Rodríguez assumiu o governo interinamente depois que forças americanas capturaram Maduro em 3 de janeiro, de quem ela era vice-presidente.
Desde então, o governo venezuelano fechou acordos no setor petrolífero e libertou presos políticos.
Uma reforma na Lei de Hidrocarbonetos recebeu o primeiro voto favorável no Parlamento da Venezuela para facilitar negócios com os EUA e aumentar o fluxo de dólares. O projeto permite que empresas privadas locais operem independentemente, rompendo com a exclusividade do Estado e o modelo de empresas mistas na exploração e extração de petróleo. A reforma passará por uma segunda votação para aprovação definitiva.
Convite e nomeação
O presidente americano Donald Trump convidou Delcy Rodríguez para uma reunião futura nos EUA. Trump afirmou que controla a comercialização do petróleo venezuelano e mencionou que Delcy demonstrou liderança forte.
A embaixada americana na Venezuela indica Laura Dogu como chefe de missão. Ela atuava como embaixadora na Nicarágua e responderá a partir de Bogotá enquanto Washington avalia a reabertura da embaixada em Caracas, fechada desde 2019.
Libertação de presos políticos
Segundo a ONG Foro Penal, até 19 de janeiro, 143 presos políticos foram libertados desde o início de janeiro, embora 777 permaneçam detidos por motivos políticos. Recentemente, o genro de Edmundo González Urrutia, candidato à presidência contra Maduro, foi liberado.
Governança interina e sanções
Teoricamente, Delcy Rodríguez governará até o retorno de Maduro, que está preso em Nova York para julgamento por narcotráfico. A Constituição permite que ela governe por até seis meses, devendo convocar novas eleições após esse período.
Apesar disso, a presidente interina parece ter total controle, nomeando generais para comandâncias regionais do país. Ela afirmou estar dialogando com os Estados Unidos “sem receios” para tratar das diferenças e desafios enfrentados.
Apesar dessas negociações, Delcy permanece sob sanções dos EUA, incluindo o congelamento de seus bens no país.

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