Economia
Petróleo sobe com tensão global e dólar baixo
O petróleo encerrou a sexta-feira (23) em alta, impulsionado por informações divergentes entre os EUA e a Europa sobre um possível acordo envolvendo a Groenlândia, além de crescentes tensões no Oriente Médio. O presidente norte-americano Donald Trump comentou que está “observando de perto” o Irã, o que aumentou as preocupações em relação a Teerã. Um dólar mais fraco no mercado internacional também contribuiu para o suporte dos preços da commodity.
No mercado da New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para março registrou alta de 2,88% (US$ 1,71), chegando a US$ 61,07 o barril. No mercado da Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para o mesmo mês subiu 2,84% (US$ 1,82), atingindo US$ 65,88 o barril. Na semana, ambos acumulam ganhos próximos a 2,7%.
Donald Trump aumentou a pressão contra o Irã, com Washington ameaçando o Iraque por apoiar milícias iranianas, o que pode levar a uma escassez de dólares, segundo o Financial Times. Na quinta-feira, o republicano havia alertado que o governo americano está atento a possíveis ações de Teerã, mas prefere evitar conflitos.
“Além disso, o frio intenso previsto para metade dos EUA neste fim de semana tem ajudado a manter os preços do petróleo elevados, ultrapassando a atual oferta global e os planos de retomada das negociações de paz entre Rússia e Ucrânia”, explica Dennis Kissler, do BOK Financial.
Segundo o Commerzbank, a produção no maior campo petrolífero do Casaquistão permanece paralisada. Contudo, o banco alemão acredita que o preço do barril Brent não deve se estabilizar a longo prazo em US$ 65, devido a pressões no lado da oferta.
Quanto à questão da Groenlândia, diferentes versões entre EUA e Europa geraram incertezas para os investidores. A ministra de Negócios, Comércio e Recursos Minerais, Naaja Nathanielsen, afirmou que as negociações retornaram ao ponto em que estavam uma semana atrás.

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