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Republicanos ainda não decidiu apoio a Flávio Bolsonaro na direita
O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, reafirmou seu apoio possível à candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à presidência da república nesta sexta-feira (23), ressaltando que o suporte da direita a Flávio Bolsonaro (PL) ainda está indefinido.
Além do governador paulista, Pereira mencionou outros líderes estaduais como Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (União-GO) e Ratinho Júnior (PSD-PR) como possíveis candidatos para a eleição deste ano.
— Se fosse para escolher pessoalmente, meu voto seria em Tarcísio, não só por ele ser do Republicanos, mas pela sua competência, equilíbrio e posicionamento mais central. Porém, dizer que a direita apoia unicamente Flávio Bolsonaro está longe de estar definido. Caiado já disse que vai ser candidato, assim como Zema e Ratinho. Não está decidido, ao contrário, o cenário está dividido — declarou Pereira em entrevista à Jovem Pan.
Pereira também respondeu às críticas do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que classificou Tarcísio como “apenas um servidor”.
— Achei essa expressão arrogante e deselegante. Eduardo também é apenas um escrivão da Polícia Federal. Ele está foragido nos Estados Unidos — afirmou o presidente do Republicanos.
Nesta sexta, Tarcísio justificou sua ausência na visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papuda por motivos pessoais e negou ter sido pressionado por Flávio a apoiar publicamente sua candidatura.
— Não houve nenhuma pressão. Estamos todos trabalhando para o sucesso da candidatura de Flávio Bolsonaro. Acredito que as coisas continuarão se ajustando naturalmente e que teremos uma campanha forte — acrescentou o governador.
Tarcísio ainda ressaltou sua coerência desde o início do mandato ao manter o objetivo de concorrer à reeleição para mais quatro anos no Palácio dos Bandeirantes. Entretanto, fontes próximas indicam que ele se animou com a possibilidade de se candidatar à presidência e autorizou movimentações nesse sentido, o que ele classificou como especulações.
Resistência no meio evangélico
Conforme noticiado, a candidatura de Flávio Bolsonaro enfrenta reservas dentro do segmento evangélico. Pastores influentes mantêm conversas reservadas com ele, mas evitam apoio público antecipado.
A avaliação interna é que o senador ainda não tem força política suficiente para liderar a ala conservadora em 2026, dificultando sua construção como herdeiro natural do campo. Procurado, Flávio não se pronunciou.
Uma parte considerável do meio evangélico aposta numa alternativa para reestruturar a direita: uma chapa com Tarcísio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como vice. O consenso nos bastidores é que essa combinação seria eleitoralmente mais forte e poderia atrair diferentes grupos, o que restringe a expansão do projeto de Flávio.
Dificuldades em alianças pastorais
A primeira tentativa foi com o pastor Silas Malafaia, que recebeu convite para um jantar e diálogo mais estruturado, mas o contato não avançou para um endosso explícito.
Flávio também buscou aproximação com o pastor Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus Madureira, e tentou diálogo com líderes ligados à Igreja Universal do Reino de Deus. A expectativa era que esses contatos ajudassem a ampliar sua base nacional e regional, porém as negociações não avançaram.
Um aliado resumiu a situação como “acolhimento sem adesão”: eles atendem, conversam, mantêm uma porta aberta, porém não se comprometem com o projeto.

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