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PL e Novo unem forças em Santa Catarina e influenciam disputa ao Senado
A nomeação do prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), como candidato a vice na chapa do governador Jorginho Mello (PL-SC) deve impactar as estratégias para as eleições ao Senado no estado.
A decisão gerou novas tensões na base aliada, com ameaças de retirada de apoio ao governo e a possibilidade de apoio a uma chapa rival àquela formada pelo governador alinhado a Bolsonaro até o momento. Esse novo acordo, segundo interlocutores, também pode alterar a posição da deputada Caroline de Toni (PL-SC), que estava considerando mudar para o Novo após ser rejeitada no PL.
O anúncio da aliança foi feito por Jorginho em suas redes sociais na quinta-feira e foi bem recebido no Novo. Desde o fim do ano passado, aliados de Adriano Silva têm se empenhado para que ele participe da disputa, avaliando seu potencial como pré-candidato nas pesquisas, devido ao sucesso eleitoral em 2024, quando foi reeleito com 78% dos votos.
— Essa indicação demonstra a força do Novo em Santa Catarina, onde Adriano Silva se firma como uma liderança importante no cenário eleitoral. Em 2026, o partido levará candidatos qualificados para disputas majoritárias competitivas, como Marcel van Hattem no Rio Grande do Sul, Deltan Dallagnol no Paraná e Ricardo Salles em São Paulo — afirmou o presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro.
A escolha feita por Jorginho desagradou integrantes do MDB, que esperavam ocupar essa vaga. No governo estadual, o partido controla quatro secretarias e planejava indicar o secretário estadual da Agricultura e presidente do diretório estadual do MDB, Carlos Chiodini, para o Senado. Após o anúncio, membros do partido decidiram se reunir em Florianópolis para avaliar se continuarão apoiando o governo.
Sem espaço na chapa de Jorginho, o MDB também analisa apoiar a candidatura do prefeito de Chapecó, João Rodrigues, que se apresenta como um representante da “direita real” no estado.
Além disso, a articulação busca apoio da federação União Progressista, que tem o senador Espiridião Amin (PP) como pré-candidato à reeleição. No ano passado, sua inclusão na chapa provocou conflitos dentro da base bolsonarista, já que a outra vaga ao Senado havia sido reservada para o ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL-RJ).
Por sua vez, isso deixou de fora a deputada Caroline de Toni (PL-SC), que passou a considerar sair do PL para concorrer pelo Novo ao Senado. A troca, que muitos viam como quase certa até o final de 2025, agora parece menos provável, já que o partido dificilmente terá dois candidatos na chapa majoritária.
Alguns interlocutores acreditam que, se uma chapa de “centro” se formar, unindo PSD, MDB, União e PP, a vaga do senador Espiridião Amin poderia ficar vaga na chapa de Jorginho e ser ocupada por Caroline de Toni. Caso isso ocorra e a federação permaneça próxima do governador com indicação ao Senado, Caroline terá que disputar à reeleição como deputada.
Por fim, a esquerda no estado será representada por Décio Lima (PT), presidente do Sebrae, que em 2022 disputou o governo contra Jorginho e levou a eleição até o segundo turno, uma disputa inédita para o PT desde a redemocratização, mas acabou derrotado.

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