Mundo
15 mulheres chinesas resgatadas de exploração sexual na Espanha
A Polícia Nacional da Espanha libertou 15 mulheres chinesas que foram vítimas de exploração sexual em Palma de Maiorca, além de prender 14 integrantes de uma rede que as recrutava de forma fraudulenta e as mantinha em condições semelhantes à escravidão, informou a polícia neste sábado.
Segundo o comunicado oficial, a organização criminosa também lucrava com a venda de substâncias estimulantes e drogas aos clientes.
“As vítimas eram mantidas em uma situação comparável à escravidão, devendo estar disponíveis 24 horas por dia e sendo obrigadas a prestar serviços em domicílio”, declarou a Polícia Nacional.
Algumas das mulheres afirmaram que já estavam na Espanha continental, enquanto outras relataram ter viajado da China para o país europeu após aceitarem falsas propostas de trabalho como massagistas terapêuticas, com salário estimado em cerca de 2 mil euros mensais, ou também como cozinheiras e cuidadoras.
A ação policial, que contou com o apoio da ONG Our Rescue, resultou na prisão de 14 pessoas: 12 nas Ilhas Baleares, região onde está localizada Maiorca, e 2 em Barcelona.
Sete detidos foram mantidos sob custódia. Todos são chineses, exceto por um indivíduo de nacionalidade espanhola, informou a polícia.
Os ganhos obtidos com essa atividade ilícita eram transferidos para cidadãos na China, convertidos em yuan e depositados em contas bancárias chinesas.
As mulheres eram forçadas a trabalhar sem descanso, 24 horas por dia, sete dias por semana, sem liberdade de locomoção e sem poder recusar nenhum cliente.
A investigação foi impulsionada por duas denúncias anônimas, além do depoimento crucial de uma das vítimas que conseguiu fugir, relatando abusos sexuais e agressões físicas sofridas.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login