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Paulinho da Força anuncia candidatura ao Senado com apoio de Hugo Motta
Paulinho da Força, deputado federal e líder nacional do Solidariedade, revelou sua intenção de concorrer ao Senado Federal por São Paulo na noite de sábado (24), durante a festa de seus 70 anos em um espaço de eventos na capital paulista.
Ele não conta com respaldo do presidente Lula (PT) nem do grupo político do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
— Nunca fujo dos desafios. Sempre encarei situações difíceis com coragem e responsabilidade. O Senado é mais um compromisso que aceito para representar São Paulo com determinação, diálogo e dedicação ao Brasil — afirmou Paulinho.
Paulinho é uma das principais lideranças da Força Sindical, uma das maiores centrais sindicais do país. Já cumpriu cinco mandatos como deputado federal.
Na última legislatura, não conseguiu se eleger diretamente, assumindo como suplente após a cassação do mandato do ex-deputado Marcelo Lima em 2023, devido a desfiliação partidária.
O principal apoio veio do presidente da Câmara, Hugo Motta. No encontro, o deputado paraibano do Republicanos destacou que Paulinho “deixará boas lembranças”, e que continuarão “vizinhos e colaborando juntos”.
Também marcaram presença políticos como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o líder do PL, Valdemar Costa Neto. Porém, eles seguem alinhados com Tarcísio, o que impossibilita o apoio ao pré-candidato do Solidariedade.
O grupo do governador e ex-ministro de Jair Bolsonaro pretende lançar dois candidatos ao Senado este ano. Um deles deve ser o ex-secretário estadual de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP), recentemente eleito para a Câmara.
Há incertezas sobre quem será o companheiro de chapa, mas a tendência é que a vaga seja destinada a um partido da base aliada, assim como a vice, caso Tarcísio dispute a reeleição em São Paulo. Partidos como PL, PSD e MDB estão na disputa.
Paulinho da Força ganhou destaque quando foi nomeado por Hugo Motta como relator da proposta do PL sobre anistia para condenados por golpismo, depois ajustada para tratar apenas da redução de penas. A proposta foi aprovada no Congresso, mas vetada pelo presidente Lula.
Em 2020, Paulinho foi condenado a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por supostos desvios em contratos financiados pelo BNDES. Entretanto, três anos depois, a decisão foi revertida por insuficiência de provas.

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