Economia
Inflação medida pelo IPCA para 2026 diminui para 4,00%, abaixo do limite da meta
A mediana das previsões do relatório Focus para o IPCA de 2026 reduziu de 4,02% para 4,00%. Esta porcentagem está 0,50 ponto percentual inferior ao teto da meta, que é de 4,50%. Há um mês, a projeção era de 4,05%. Considerando apenas as 113 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, o valor mudou de 4,02% para 3,99%.
A previsão para o IPCA de 2027 manteve-se estável em 3,80%, pelo décimo segundo semana consecutiva. Entre as 106 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a projeção também permaneceu em 3,80%.
O índice IPCA finalizou o ano de 2025 com um aumento acumulado de 4,26%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a trajetória apresentada no comunicado da reunião de dezembro do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central (BC) estima que o IPCA terminará 2026 com um crescimento de 3,5% e espera que a inflação em 12 meses alcance 3,2% no horizonte relevante, atualmente situado no segundo trimestre de 2027.
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, baseada no IPCA acumulado em 12 meses. O ponto central dessa meta é 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Se a inflação ultrapassar essa faixa por seis meses consecutivos, considera-se que o BC não atingiu a meta estabelecida. Isso ocorreu após a divulgação do IPCA de junho. Em novembro, a inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,46%, ficando abaixo do teto. No último Relatório de Política Monetária (RPM), o BC reafirmou seu compromisso com a redução da inflação até atingir o centro da meta fixada em 3%.
“O reenquadramento da inflação dentro dos limites estabelecidos para a faixa de tolerância é uma etapa natural do processo de convergência à meta”, destaca o texto do BC.
No Focus desta segunda-feira, a projeção para o IPCA de 2028 manteve-se em 3,50% pela décima segunda semana consecutiva. Para 2029, a estimativa se repetiu em 3,50% pela vigésima primeira semana seguida.

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