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Porta-aviões dos EUA chega ao Oriente Médio
O grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln chegou ao Oriente Médio, informou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) nesta segunda-feira (26), fortalecendo a presença americana na região durante um período de tensões elevadas com o Irã.
O porta-aviões e os navios que o acompanham foram enviados à região enquanto o Irã reprimiu manifestações em grande escala. Apesar de o presidente dos EUA, Donald Trump, não ter adotado uma ação militar contra Teerã, ele enfatizou que todas as opções permanecem em aberto.
“O Grupo de Ataque do Porta-aviões Abraham Lincoln está atualmente destacado no Oriente Médio para promover a segurança e a estabilidade regional”, declarou o Centcom no X, órgão responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio e partes da Ásia Central.
Os protestos que abalam a República Islâmica começaram no fim de dezembro, inicialmente contra o aumento do custo de vida, mas evoluíram para um movimento contra o regime teocrático estabelecido após a revolução de 1979.
Uma organização de direitos humanos com sede nos Estados Unidos afirmou que aproximadamente 6.000 pessoas morreram durante a forte repressão aos protestos no Irã.
Donald Trump alertou diversas vezes que, caso o Irã continuasse a reprimir os manifestantes com violência, os Estados Unidos poderiam intervir militarmente, e também convocou os iranianos a assumirem o controle das instituições estatais. “A ajuda está a caminho”, disse o republicano.
No entanto, ele não autorizou ataques, ressaltando que Teerã havia suspendido mais de 800 execuções devido à pressão dos EUA.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, advertiu contra qualquer intervenção externa, afirmando que o país confia em suas próprias forças. “A chegada de uma embarcação de guerra deste tipo não diminuirá a determinação e o compromisso do Irã em proteger a nação”, declarou, referindo-se ao USS Abraham Lincoln.

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