Economia
Ouro sobe e passa de US$ 5.000; prata cresce 14%
O ouro terminou o dia em alta nesta segunda-feira, 26, alcançando um novo recorde e ultrapassando a marca de US$ 5.000, devido a um cenário marcado por tensões internacionais, a possibilidade de paralisação do governo dos EUA e a expectativa pela decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, sobre as taxas de juros.
O dólar mais fraco também favoreceu os metais preciosos, especialmente a prata, que teve alta superior a 15%, chegando próxima dos US$ 120 por onça.
Na bolsa de Nova York (Nymex), na divisão Comex para metais, o ouro para fevereiro fechou com valorização de 2,06%, a US$ 5.082,50 por onça-troy.
A prata para março avançou 14,0%, sendo cotada a US$ 115,504 por onça-troy.
Ambos os metais bateram recordes históricos de preço e fechamento neste dia.
Além dos conflitos geopolíticos em curso, a probabilidade de um novo bloqueio do governo norte-americano, previsto para começar em 31 de janeiro, aumentou a procura por investimentos seguros, especialmente após a resistência dos democratas em aceitar o orçamento proposto.
Segundo a plataforma Polymarket, a chance de paralisação do governo a partir do sábado era estimada em aproximadamente 80% por volta das 15h30 (horário de Brasília).
A desconfiança em relação ao dólar também tem impulsionado os preços dos metais, afirma a analista de mercado da Capital.com, Daniela Hathorn. Investidores preocupados com os conflitos internacionais e a interferência da administração Trump na independência do Fed buscam abrigo em ativos menos sujeitos a decisões políticas.
No fim de semana, o governo republicano ameaçou aplicar tarifas de 100% ao Canadá caso este avance em um acordo com a China.
O banco Société Générale projeta que o ouro pode atingir US$ 6.000 por onça-troy até o final do ano, destacando que essa previsão pode ser conservadora e o valor pode superar essa estimativa. Esse aumento está ligado ao crescimento dos ETFs, que superam a demanda dos bancos centrais.
Outros metais preciosos também apresentaram alta: a platina para abril cresceu 5%, cotada a US$ 2.878,10 por onça-troy, após registrar uma máxima histórica de US$ 2.925,00; o paládio para março aumentou quase 8%, chegando a US$ 2.189,30 por onça-troy.

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