Centro-Oeste
Carnaval do DF Folia 2026 anuncia blocos participantes
Com a lista final dos blocos selecionados para o DF Folia 2026, o Carnaval do Distrito Federal começa a ser organizado oficialmente. A escolha dos grupos, feita pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa, mostra a importância da festa como um evento cultural, ponto de encontro e impulso para a economia criativa local.
O processo de seleção considerou documentos, público esperado, proposta artística e planejamento para o evento. Ao todo, 76 blocos foram aprovados para desfilar no Plano Piloto e nas regiões administrativas do DF. Entre eles, estão blocos tradicionais, como Setor Carnavalesco Sul, Suvaco da Asa, Bloco da Baratinha e Bloco do Amor, além de outros que refletem a diversidade do carnaval local.
Ava Scher, produtora do Bloco do Amor, ressalta que a divulgação do resultado final traz segurança para o planejamento. “Com a lista pronta, esperamos fazer um Carnaval cheio de energia e diversidade. Os blocos podem se organizar com mais antecedência para garantir uma festa alegre, segura e bem feita, que orgulhe foliões e artistas”, afirma.
Segundo Ava, o DF Folia é fundamental para fortalecer a cultura local. “Ele oferece a estrutura necessária para que blocos, escolas de samba e outras manifestações culturais cresçam. Ao fazer parte de um evento oficial, os artistas ganham visibilidade, atraem público e mostram a força criativa do DF. Isso gera mais profissionalização e valorização da cena cultural”, explica.
Para o coordenador do Setor Carnavalesco Sul, Rafael Reis, o Carnaval de rua constrói a identidade cultural da capital. “Nossa cidade, ainda jovem, está criando sua própria tradição carnavalesca, que nasce do Cerrado e da mistura das culturas de Brasília”, comenta.
Rafael destaca que o Carnaval é mais do que música e festa. “É também sobre o direito das pessoas à cidade, envolvendo transporte público, respeito à diversidade e espaço para todos nos eventos. É importante fortalecer festas em várias regiões e garantir que todos tenham acesso ao Carnaval no Plano Piloto”, completa.
Ele também observa que o crescimento do Carnaval tem impacto positivo na economia, gerando empregos formais e informais, e movimentando setores como hotelaria, bares e comércio local. Além do evento oficial, há um Carnaval paralelo promovido por empreendedores da noite, que também contribui para a economia.
Para Ava Scher, o investimento público no Carnaval valoriza um patrimônio cultural. “Reconhecer o Carnaval como patrimônio imaterial e respeitar o título de Patrimônio Cultural da Humanidade dado à Brasília pela Unesco é essencial. Nossa capital tem uma cultura rica, resultado da mistura de pessoas de todo o Brasil. Apoiar o Carnaval é fortalecer essa diversidade única que se expressa em ritmos, cores e alegorias”, conclui.

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