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Trump diz que Irã quer negociar enquanto porta-aviões dos EUA chega ao Oriente Médio

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Washington aumentou sua presença militar no Oriente Médio com a chegada de um porta-aviões, em meio a tensões crescentes com o Irã, que enfrenta uma forte repressão contra manifestações populares, apesar do presidente Donald Trump afirmar que Teerã procura diálogo.

A República Islâmica do Irã está enfrentando uma série de protestos que começaram no fim de dezembro devido à crise econômica e que evoluíram para um amplo movimento contra o regime teocrático vigente desde a revolução de 1979.

Organizações de direitos humanos alertam que a repressão causou milhares de mortes. Os Estados Unidos não descartam uma possível intervenção militar, embora tenham enviado mensagens contraditórias a respeito nas últimas semanas.

O Comando Central dos EUA (Centcom), responsável pelas operações militares na região, anunciou o envio do porta-aviões Abraham Lincoln ao Oriente Médio para assegurar a estabilidade e segurança local.

Embora a posição exata da força não tenha sido revelada, o Centcom declarou que a missão visa proteger a região.

Trump ressaltou em entrevista que os EUA possuem uma marinha poderosa na área e afirmou que o Irã já tentou contato para negociações, sinalizando vontade de acordo.

Analistas indicam que as opções em consideração pelo governo americano incluem ataques a bases militares ou operações direcionadas ao sistema religioso que governa o Irã desde a Revolução Islâmica.

Situação do regime iraniano

De acordo com o The New York Times, Trump tem recebido informações indicando que o governo iraniano está fragilizado, com o controle no poder enfraquecido desde a queda do xá.

O senador Lindsey Graham afirmou que tem conversado com o presidente americano sobre o Irã e destacou que o objetivo é derrubar o regime. Ele alertou que, se o governo atual permanecer, a violência contra manifestantes continuará.

Tensão e comunicação

As autoridades iranianas adotam uma postura cautelosa, mantendo canais de comunicação abertos entre o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, e o enviado americano, Steve Witkoff, apesar da ausência de relações diplomáticas oficiais.

O porta-voz da Guarda Revolucionária, Mohammad Ali Naini, advertiu que qualquer incursão dos porta-aviões americanos em águas territoriais será respondida com ataque.

Outro jornal conservador indicou que o Irã está preparado para reação firme, podendo assumir o controle do estratégico Estreito de Ormuz, importante rota para o trânsito energético.

Repressão e direitos humanos

ONGs relataram que o bloqueio da internet imposto dificulta a apuração das mortes provocadas pela repressão. Segundo a Human Rights Activists News Agency (HRANA), mais de seis mil pessoas morreram e dezenas de milhares foram detidas.

Relatórios indicam uma estratégia das forças de segurança voltada a prisões em massa, intimidação e controle da informação, com invasões a hospitais para capturar manifestantes feridos.

O Ministério da Saúde do Irã tentou tranquilizar a população, pedindo que busquem atendimento médico sem receios.

Fontes da mídia persa no exterior relataram números ainda maiores de vítimas, embora essas informações não tenham sido verificadas de imediato.

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