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Europa e EUA pedem evitar espaço de insegurança na Síria que beneficie o EI
Os Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha fizeram um apelo nesta terça-feira (27) para que as forças do governo sírio e os combatentes curdos evitem a criação de áreas vulneráveis que possam favorecer o grupo extremista Estado Islâmico.
O governo sírio e seus aliados retomaram o controle de grandes regiões no nordeste do país que estavam sob domínio das Forças Democráticas Sírias (FDS), compostas majoritariamente por curdos.
Apesar de um cessar-fogo temporário estar vigente, a situação permanece incerta quanto ao destino dos acampamentos e prisões onde as FDS mantêm sob custódia milhares de ex-membros do Estado Islâmico e suas famílias desde 2019.
“Reafirmamos a importância de manter e intensificar os esforços conjuntos” na luta contra o EI, declararam os ministros das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot; do Reino Unido, Yvette Cooper; a vice-ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Serap Güler; e o enviado especial dos EUA para a Síria, Tom Barrack. Em um comunicado conjunto, os quatro diplomatas, reunidos nesta terça-feira, solicitaram que todas as partes evitem qualquer área insegura dentro e ao redor dos locais de detenção do Daesh (Estado Islâmico).
Eles também pediram que os grupos em conflito concordem com um cessar-fogo duradouro e retomem as negociações o quanto antes, visando a integração pacífica e estável do nordeste sírio em um Estado unido e soberano.
Para prevenir fugas e impedir que militantes reforcem as fileiras do EI, os Estados Unidos anunciaram recentemente uma operação para transferir milhares de detidos da Síria para o Iraque.
O grupo extremista ganhou força após a destituição do presidente sírio Bashar al-Assad em 2024 e a ascensão do governo de Ahmed al-Sharaa, um ex-militante apoiado pela comunidade internacional que luta contra o EI.
Nos últimos dias, Estados Unidos, França e Reino Unido realizaram ataques na Síria contra o Estado Islâmico para evitar, segundo Paris, seu ressurgimento.
Durante a década de 2010, o EI dominou um vasto território entre a Síria e o Iraque antes de ser derrotado pela coalizão internacional em 2019. O grupo também assumiu a responsabilidade por atentados violentos na Europa naquele período.

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