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Lula e Macron dialogam sobre conselho de paz proposto por Trump

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da França, Emmanuel Macron, trocaram ideias nesta terça-feira (27) a respeito da criação do Conselho da Paz. Esta iniciativa, idealizada e liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visa promover a paz e a reconstrução na Faixa de Gaza.

Durante uma conversa telefônica que durou cerca de uma hora, Lula e Macron reforçaram a importância de fortalecer a Organização das Nações Unidas (ONU) e concordaram que os esforços em prol da paz e da segurança devem estar alinhados com os mandatos do Conselho de Segurança e respeitar os princípios fundamentais da Carta da ONU. O conteúdo do diálogo foi divulgado pelo Palácio do Planalto.

Lula recebeu um convite para integrar o conselho, mas ainda não deu retorno. Recentemente, durante um evento em Salvador, ele expressou críticas à proposta, afirmando que a intenção de Trump seria criar uma nova ONU sob seu controle. A França também foi convidada, mas recusou o convite.

Nas últimas semanas, Lula tem mantido contato telefônico com diversos líderes globais, incluindo o presidente da China, Xi Jinping, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e outros.

Em uma ligação ocorrida na segunda-feira (26), Lula também falou com Donald Trump, sugerindo que o Conselho da Paz reserve uma representação para a Palestina e foque exclusivamente nos assuntos concernentes à Faixa de Gaza. Ainda foi acertada uma visita de Lula aos Estados Unidos ainda este ano, em data a ser confirmada.

Além disso, os presidentes discutiram a situação na Venezuela, concordando em rejeitar o uso da força que viole o direito internacional e ressaltando a necessidade de paz e estabilidade tanto na América do Sul quanto globalmente.

Outro ponto abordado foi o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Lula reiterou que o pacto é benéfico para ambos os blocos e representa um avanço para o multilateralismo e para o comércio justo. Contudo, a ratificação está paralisada devido a uma avaliação do Parlamento Europeu, motivada por preocupações relativas à agricultura da França, que teme concorrência desigual com importações mais baratas do Mercosul.

Por fim, os presidentes se comprometeram a acelerar as negociações bilaterais em andamento, visando a assinatura de novos acordos até o primeiro semestre de 2026, com foco especial na cooperação em defesa, ciência, tecnologia e energia.

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