Mundo
Rutte provoca debate sobre dependência europeia dos EUA na defesa
As palavras do secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, mencionando a dependência dos países europeus em relação aos Estados Unidos para a sua proteção militar, despertaram diversas reações na Europa.
A resposta mais firme veio do ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, que em uma publicação nas redes sociais contestou diretamente as afirmações do político holandês: “Não, caro Mark Rutte. É necessário e possível que os europeus assumam o comando de sua própria segurança. Até os americanos concordam com isso. Eles são a base europeia da Otan”, afirmou em sua mensagem no X.
Essa posição foi apoiada por vários ex-diplomatas da França, assim como por políticos de diversas correntes do país.
O ex-presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, também se pronunciou pela mesma rede social, criticando Rutte: “Você está equivocado: a Europa será capaz de se proteger sozinha. O futuro europeu exige perspectiva, coragem e liderança, não aceitação passiva ou submissão”, declarou.
Durante uma entrevista coletiva, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, adotou uma visão mais positiva sobre a capacidade de defesa europeia. Segundo ele, os países que compõem a Otan “estão, claro, aptos a garantir sua proteção por meios convencionais”. No entanto, ele destacou que a questão do desenvolvimento de armamento nuclear é “realmente mais delicada”. A Europa, explicou, permanecerá “dependente da proteção nuclear norte-americana por um longo período”.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login