Brasil
Adolescentes acusados de maltratar cães em Florianópolis
Quatro jovens suspeitos de agredir o cachorro Orelha, que faleceu em Santa Catarina após ser submetido à eutanásia devido aos ferimentos, teriam tentado afogar outro cão comunitário no início deste mês, conforme investigações da Polícia Civil de Santa Catarina.
Assim como no caso de Orelha, o incidente com o cão chamado Caramelo ocorreu na Praia Brava, em Florianópolis. Os adolescentes tentaram submergir o animal no mar, porém ele conseguiu fugir. As agressões foram registradas por câmeras de segurança.
Depois dos fatos, Caramelo foi encontrado em boas condições de saúde e acabou adotado pelo delegado-geral Ulisses Gabriel, responsável pela investigação da morte de Orelha.
“Estamos felizes que Caramelo está vivo. Ele sobreviveu a tentativa de afogamento, assim como o Mirolho, outro cão adotado pelo delegado-geral que também passou por situação semelhante”, afirmou Ulisses Gabriel nas redes sociais.
Morte do cão Orelha
Orelha, de 10 anos, era um cachorro comunitário da Praia Brava, em Florianópolis. Foi encontrado ferido e em estado crítico, vindo a falecer durante o atendimento veterinário que tentou salvar sua vida dos graves ferimentos causados por agressões.
A Polícia Civil tomou conhecimento do caso em 16 de janeiro. A investigação aponta ao menos quatro adolescentes como responsáveis por ferimentos violentos intencionais, principalmente na cabeça do animal, causando sua morte.
Dois inquéritos foram abertos: um para apurar a morte do cachorro e outro devido a coação, pois familiares dos suspeitos estariam intimidando testemunhas. Três adultos foram indiciados nesse último caso, mas seus nomes não foram divulgados.
Na segunda-feira, 26, a polícia realizou buscas nas residências dos suspeitos, apreendendo celulares e notebooks, mas não efetuou prisões.
Dois adolescentes envolvidos estão viajando para os Estados Unidos, com retorno previsto para a próxima semana, conforme informou o delegado-geral Ulisses Gabriel.
O Ministério Público de Santa Catarina acompanha o caso por meio das Promotorias da Infância, Juventude e Meio Ambiente.

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