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Economia

Ibovespa bate recorde com influência de Fed, Copom, NY e petróleo

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O Ibovespa iniciou a sessão desta quarta-feira, 28, em 181.920,63 pontos e atingiu pela primeira vez a marca dos 184 mil pontos, ultrapassando o recorde anterior de 183.359,56 registrado no pregão de ontem. Este índice, principal referência da B3, continua a alcançar níveis históricos, com alta em quase toda a composição de 85 ações. Por volta das 11 horas, apenas seis papéis apresentavam queda.

A valorização observada no pré-mercado das ações em Nova York e o aumento do preço do petróleo têm impulsionado o Ibovespa nesta Super Quarta, dia em que decisões importantes sobre juros nos Estados Unidos e no Brasil são aguardadas. Além disso, o mercado acompanha os dados de produção da Vale referentes ao quarto trimestre de 2025, que mostram crescimento de 6% em um ano e retração de 4,2% comparado ao terceiro trimestre do ano passado.

Na véspera, o Ibovespa registrou alta de 1,79%, encerrando o dia aos 181.919,13 pontos, marca inédita. O desempenho tem sido fortemente sustentado pela presença de investidores estrangeiros, que têm injetado capital no mercado brasileiro. Até o momento, em janeiro, o fluxo de capital externo está positivo em R$ 20,2 bilhões, um valor superior ao total observado durante todo o ano de 2025, que foi de R$ 6,824 bilhões.

Entre as ações que mais atraem investidores internacionais estão Vale (0,92%), Petrobras (com altas entre 2,41% para PN e 2,13% para ON) e os grandes bancos. Destacam-se as valorizações de 2,43% do Banco do Brasil ON e 1,68% do Itaú Unibanco PN, que foram as maiores do setor financeiro.

Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Warren Investimentos, comenta que a alta do Ibovespa se deve principalmente à entrada de capital estrangeiro: “O gringo tem sido o sustentáculo do índice. Neste início de ano, o fluxo externo já se aproxima do total de quase R$ 25 bilhões registrados em 2025”.

Ele explica que as incertezas geradas pelas políticas do governo do presidente Donald Trump favorecem uma rotação de ativos dos Estados Unidos para mercados emergentes, como o Brasil. Há também expectativa de cortes na taxa Selic ainda no primeiro trimestre.

O mercado está atento às decisões de política monetária que ocorrerão hoje. O Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, deve manter os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano após três cortes consecutivos. A atenção está especialmente voltada para o comunicado do Fed e para a entrevista de seu presidente, Jerome Powell, em meio a especulações sobre seu possível sucessor.

Já à noite, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Brasil deve manter a taxa Selic em 15,00% ao ano pela quinta vez consecutiva. Entre as 37 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, 36 aguardam início dos cortes a partir de fevereiro ou março, e apenas uma prevê queda ainda em janeiro.

Apesar do cenário de desaceleração econômica e desinflação, alguns especialistas esperam que o Copom dê sinais claros sobre a data de início da flexibilização monetária.

Para o Itaú Unibanco, o Copom deve optar por deixar a Selic estável em 15,00% ao ano, visando ganhar mais confiança no processo de desinflação. O banco alterou sua projeção de redução da taxa para março, destacando que o mercado de trabalho forte e a inconsistência na precificação do corte são fatores que contribuem para o adiamento.

O Itaú declara: “Acreditamos que o início do ciclo de flexibilização está próximo. A comunicação recente do comitê mostra que está ganhando confiança na eficácia de sua estratégia”.

Às 11h07, o Ibovespa avançava 1,23%, alcançando 184.158,85 pontos, enquanto os juros futuros apresentavam queda. O dólar à vista caiu 0,53%, cotado a R$ 5,1796, após atingir mínima de R$ 5,1713.

No mercado internacional, o minério de ferro em Dalian, na China, encerrou com queda de 0,70%, enquanto o petróleo tipo Brent, referência para a Petrobras, subiu 1,42%.

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